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Após furtos e uso de drogas, Justiça cobra reforço na segurança de Rodoviária no interior do RN

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De acordo com o MPRN, a situação tem provocado insegurança para passageiros, trabalhadores e empresas que utilizam diariamente a rodoviária  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/iStock
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 01/07/2026, às 14h52



O Terminal Rodoviário de Assú, município que fica no interior do RN, passará a ter segurança reforçada nas áreas internas e nas plataformas durante os turnos da tarde e da noite. A medida foi recomendada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RN). O Estado terá seis meses para cumprir a determinação.

A recomendação partiu da 3ª Promotoria de Justiça de Assú, que identificou a necessidade de adoção de medidas para enfrentar a falta de segurança no terminal após receber diversas denúncias de usuários e comerciantes.

De acordo com o MPRN, a situação tem provocado insegurança para passageiros, trabalhadores e empresas que utilizam diariamente o espaço.

Denúncias motivaram atuação

Durante a apuração, moradores e comerciantes relataram uma sequência de arrombamentos em quiosques, furtos constantes e consumo de drogas nas dependências da rodoviária.

Em razão do cenário, empresas de transporte passaram a encerrar o funcionamento dos guichês mais cedo durante a noite para reduzir os riscos aos funcionários.

A Polícia Militar e a Prefeitura de Assú informaram ao Ministério Público que enfrentam limitações técnicas e financeiras para manter policiamento permanente no local.

DER deverá adotar medidas

Como administrador do terminal, o DER foi recomendado a garantir condições adequadas de segurança, higiene e conforto aos usuários. Atualmente, conforme o MPRN, a unidade conta apenas com um servidor administrativo no turno da manhã.

A recomendação prevê a implantação de vigilância armada permanente no prazo máximo de seis meses, com prioridade para a ampliação dos contratos de segurança privada já existentes na administração estadual.

O Ministério Público alertou que, caso as medidas não sejam adotadas dentro do prazo estabelecido, poderá ajuizar uma Ação Civil Pública para obrigar o Estado a cumprir as determinações.

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