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Alerta no RN: Estado registra 3 casos de estupro de vulnerável por dia e ocupa 3ª posição no Nordeste; veja ranking

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Apesar de um leve crescimento, o Rio Grande do Norte se destaca com a terceira maior taxa de estupro na região.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Freepik
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 01/03/2026, às 16h53



O Rio Grande do Norte registrou 991 casos de estupro de vulnerável em 2025, com uma taxa de 28,68 por 100 mil habitantes, superando as médias do Nordeste e nacional, o que acende um alerta para as autoridades locais.

Embora o estado tenha apresentado o menor crescimento de casos na região em comparação a 2024, a persistência da violência e a subnotificação continuam a ser preocupações significativas para especialistas.

Atualmente, o RN possui três Delegacias Especializadas em Defesa da Criança e do Adolescente, mas especialistas recomendam a ampliação dessa rede para evitar a revitimização e melhorar o atendimento às vítimas.

Resumo gerado por IA

Os dados da segurança pública nacional acenderam um sinal de alerta vermelho para o Rio Grande do Norte. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, o estado encerrou o ano de 2025 com uma estatística alarmante: foram 991 casos de estupro de vulnerável, o que equivale a uma média de três vítimas por dia.

Com esses números, o RN alcançou a taxa de 28,68 casos por cada 100 mil habitantes, superando tanto a média do Nordeste (23,96) quanto a média nacional (27,7). No ranking regional, o estado potiguar aparece na terceira posição, ficando atrás apenas de Sergipe e Piauí.

O cenário no Nordeste

Embora o Rio Grande do Norte tenha registrado o menor crescimento de casos na região em relação a 2024 (apenas 0,92%), os números absolutos ainda preocupam as autoridades e pesquisadores.

Confira as taxas de estupro de vulnerável por 100 mil habitantes nos estados vizinhos:

  • Sergipe: 36,92 (849 casos)
  • Piauí: 36,13 (1.223 casos)
  • Rio Grande do Norte: 28,68 (991 casos)
  • Bahia: 26,49 (3.940 casos)
  • Paraíba: 25,96 (1.081 casos)
  • Maranhão: 24,04 (1.687 casos)
  • Alagoas: 19,96 (643 casos)
  • Pernambuco: 18,12 (1.733 casos)
  • Ceará: 16,93 (1.569 casos)

O que dizem os especialistas

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) destacam que o aumento nos registros pode ter dois lados: por um lado, indica a persistência da violência; por outro, pode refletir uma maior coragem das famílias em denunciar e uma melhoria nos mecanismos de acolhimento.

Entretanto, a subnotificação continua sendo o maior obstáculo. Muitas vezes, o crime ocorre dentro do ambiente familiar ou em comunidades isoladas onde a rede de proteção não chega com eficiência. Desde 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçou que, em casos de menores de 14 anos, qualquer alegação de "consentimento" é irrelevante perante a lei.

Onde buscar ajuda no RN

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três Delegacias Especializadas em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), localizadas em:

Natal
Parnamirim
Mossoró

Especialistas defendem a ampliação dessa rede para o interior do estado, visando evitar a "revitimização" (quando a criança precisa repetir o relato traumático várias vezes para diferentes órgãos por falta de um atendimento integrado).

Como denunciar: caso suspeite de qualquer abuso ou violência contra crianças e adolescentes, utilize o Disque 100 (nacional) ou procure a delegacia mais próxima. A denúncia pode ser anônima e é fundamental para interromper o ciclo de violência.

Classificação Indicativa: Livre

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