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Saiba quantas crianças desaparecem por dia no Brasil e como o RN está no ranking por estados

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Estudo revela quantitativo de crianças e adolescentes que desaparecem por dia no país, números somente do ano de 2025 chamam atenção  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 28/01/2026, às 11h52



Em 2025, o Brasil registrou 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes, um aumento de 8% em relação ao ano anterior, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para prevenção e localização desses menores.

A maioria dos casos envolve meninas, representando 61% do total, e especialistas destacam a dificuldade em identificar as causas dos desaparecimentos, uma vez que muitos não têm desfechos documentados.

As autoridades utilizam o protocolo Amber Alert para ampliar as buscas, mas reconhecem a necessidade de melhorar a integração entre estados e a análise das diferenças regionais, enquanto a situação atual exige ações preventivas e políticas permanentes de proteção.

Resumo gerado por IA

O Brasil fechou 2025 com 23.919 registros de desaparecimento de crianças e adolescentes, segundo dados enviados pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

O número representa uma média de 66 casos por dia e um crescimento de 8% em relação a 2024, quando a média diária era de 60 ocorrências envolvendo menores de 18 anos.

Os dados expõem um cenário persistente e preocupante para as políticas públicas de prevenção, busca e localização em todo o país.

Recorte por gênero revela maior incidência entre meninas

Do total de registros nacionais:

• 61% envolvem meninas e adolescentes do sexo feminino
• 38% envolvem meninos e adolescentes do sexo masculino

Especialistas apontam que, embora o recorte por gênero ajude a dimensionar o problema, ainda há grande dificuldade em mapear as causas e motivações dos desaparecimentos, já que muitos casos não têm desfecho claramente documentado pelas autoridades.

Situação no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, foram 775 desaparecimentos de crianças e adolescentes ao longo de 2025. A taxa registrada foi de 22,43 casos por 100 mil habitantes.

Embora o estado não esteja entre os maiores índices proporcionais do país, os números acendem um alerta para a necessidade de reforçar:

• Políticas de prevenção
• Protocolos de busca imediata
• Estratégias de localização
• Atenção especial a áreas socialmente vulneráveis

Amber Alert: ferramenta que amplia o alcance das buscas

Entre os mecanismos utilizados pelas autoridades está o protocolo Amber Alert, acionado em situações consideradas de alto risco.

O sistema divulga informações e imagens de crianças desaparecidas em redes sociais como Facebook e Instagram, ampliando o alcance das buscas em tempo real.

De acordo com o Ministério da Justiça, a ferramenta tem sido fundamental para agilizar localizações, mas há o reconhecimento de que a política nacional ainda precisa avançar na integração entre estados e na análise das diferenças regionais dos casos.

Caso recente que ganhou repercussão nacional

Um dos episódios mais recentes e que mobilizou o país ocorreu no Maranhão.

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, além de um primo, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, além de um primo, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, além de um primo, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

Três dias depois, o primo das crianças, Anderson Kauã, foi encontrado com vida em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do ponto onde haviam sido vistos pela última vez.

O resgate foi feito por produtores rurais que passavam pelo local em uma carroça e avistaram a criança em meio à vegetação.

Apesar das inúmeras pistas recebidas pelas autoridades, Ágatha e Allan seguem desaparecidos.

Abaixo, confira a cronologia dos momentos que marcaram as buscas pelos irmãos desaparecidos:

4/1 – Três crianças desaparecem em Bacabal
Três crianças desapareceram enquanto brincavam em uma região de mata do quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. A notícia gera alerta e mobilização imediata das autoridades. Buscas são iniciadas por familiares, amigos e policiais militares da região.

7/1 – Uma das crianças é encontrada
Após dois dias de buscas, uma das três crianças desaparecidas é localizada. O menino de 8 anos foi encontrado por produtores rurais da região. Com isso, as equipes intensificam os esforços para encontrar Ágatha Isabelle e Allan Michael, os dois irmãos que continuam desaparecidos.

8/1 – Roupas encontradas e recompensa de R$ 20 mil
A força-tarefa que trabalha nas buscas pelos irmãos encontrou um calção e uma sandália em uma área de mato. As buscas seguem intensificadas na área onde o primo deles, de 8 anos, foi encontrado.

No mesmo dia, o prefeito de Bacabal (MA), ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil a quem tivesse informações ou estivesse com as crianças. Mesmo com a oferta de dinheiro, nenhuma informação chegou até as autoridades.

9/1 – Voluntários se unem às forças de segurança
Centenas de voluntários passam a integrar as buscas, que ocorrem em uma área de mata fechada. A região é detalhada como de difícil acesso, aumentando os desafios da operação.

10/1– Exército reforça buscas no 7º dia
O Exército e o Batalhão Ambiental entram na operação e reforçam as operações. As buscas se concentram em uma área próxima a um lago, após relato do menino de 8 anos, que alegou ter deixado os primos na região para sair em busca de ajuda.

11/1 – 8º dia de buscas e novas peças de roupa encontradas
Com cerca de 600 pessoas envolvidas, as buscas chegam ao oitavo dia. Voluntários encontram peças de roupas infantis em um matagal, levantando novas hipóteses sobre a localização das crianças.

12/1 – Família descarta roupas e PM promete continuar buscas
A família afirma que as roupas encontradas não pertencem às crianças. O comandante da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) disse que as buscas não vão parar até que os irmãos sejam localizados.

Apesar das inúmeras pistas recebidas pelas autoridades, Ágatha e Allan seguem desaparecidos.
Apesar das inúmeras pistas recebidas pelas autoridades, Ágatha e Allan seguem desaparecidos.


O desafio que permanece

Os números de 2025 mostram que, além das ações de busca, o país ainda enfrenta desafios estruturais para compreender o fenômeno dos desaparecimentos infantis e juvenis, exigindo:

• Integração de bancos de dados
• Respostas mais rápidas nas primeiras horas
• Ações preventivas nas comunidades
• Políticas públicas permanentes de proteção

O cenário reforça a urgência de tratar o desaparecimento de crianças e adolescentes como uma pauta prioritária de segurança pública e de proteção social.

Veja o ranking dos desaparecimentos de crianças por estado:

  • São Paulo: 20.546 casos (taxa por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
  • Minas Gerais: 9.139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
  • Rio Grande do Sul: 7.611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
  • Paraná: 6.455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
  • Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
  • Santa Catarina: 4.317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
  • Bahia: 3,929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
  • Goiás: 3.631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
  • Pernambuco: 2.745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
  • Ceará: 2.578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
  • Espírito Santo: 2.421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
  • Distrito Federal: 2.235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
  • Mato Grosso: 2.112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
  • Pará: 1.238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
  • Maranhão: 1.182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
  • Rondônia: 1.018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
  • Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
  • Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
  • Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
  • Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
  • Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
  • Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
  • Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
  • Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
  • Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
  • Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
  • Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)

Classificação Indicativa: Livre

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