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Jogador do Vasco é intimado a entregar passaporte em investigação sobre tráfico e organização criminosa

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O atacante David Corrêa do Vasco, é investigado por supostos vínculos com uma organização criminosa e tráfico de drogas e armas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 30/10/2026, às 19h50



O atacante David Corrêa, do Vasco da Gama, foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (30) a entregar o passaporte e tomar ciência de medidas cautelares determinadas pela Justiça do Espírito Santo. O jogador é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa.

A intimação faz parte da Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil capixaba, que apura possíveis crimes de tráfico interestadual de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de integrantes de uma organização criminosa. A investigação também busca identificar possíveis vínculos do grupo com o Comando Vermelho (CV).

Entre as medidas impostas ao atleta estão a proibição de deixar o Brasil, a restrição de contato com outros investigados e testemunhas e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça. O pedido de prisão preventiva, no entanto, foi negado pelo Judiciário.

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Segundo as informações divulgadas, David não compareceu pessoalmente à 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon. O passaporte foi entregue por meio de seu advogado.

O jogador já havia prestado depoimento no decorrer da investigação e negado envolvimento com o tráfico de drogas e armas. Em agosto, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência dele, na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do Vasco, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa negou as acusações e afirmou que o atleta continuará colaborando com as autoridades. Os advogados também informaram que a Justiça rejeitou os pedidos de prisão preventiva e de bloqueio de bens.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a operação investiga um grupo com atuação em diferentes estados e possíveis ligações de atletas profissionais e empresários com a organização criminosa. O descumprimento injustificado das medidas cautelares impostas a David poderá levar a um novo pedido de prisão preventiva, sujeito à decisão judicial.

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