Esportes
O presidente do Potiguar de Mossoró, Jerônimo Jales, foi denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva por críticas à arbitragem após a eliminação do time, enfrentando julgamento na próxima terça-feira.
Jales foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que pode resultar em um afastamento de 15 a 180 dias, destacando a pressão enfrentada pelos árbitros nas fases finais do campeonato.
Para a final entre ABC e América, a Federação escalou um árbitro da FIFA para evitar polêmicas, enquanto o jogo promete ser decisivo para ambos os clubes, com a possibilidade de pênaltis em caso de empate.
Enquanto Natal se prepara para o Clássico-Rei decisivo desta tarde, os bastidores do futebol potiguar fervem nos tribunais. O presidente do Potiguar de Mossoró, Jerônimo Jales, foi oficialmente denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/RN) e enfrentará julgamento na próxima terça-feira (24), às 18h30. O motivo? Suas duras críticas à equipe de arbitragem após o empate em 1 a 1 contra o América, no último domingo (15), que resultou na eliminação do Time Macho.
Jales foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à ética desportiva e desrespeito aos membros da arbitragem. Se condenado pela 3ª Comissão Disciplinar, o dirigente mossoroense pode ser afastado de suas funções por um período que varia de 15 a 180 dias.
A revolta do mandatário do Potiguar aconteceu logo após o apito final na Arena das Dunas. Em entrevista, Jerônimo afirmou que o árbitro Tarcísio Flores da Silva (CBF) "colocou uma pá de cal" em um ano de trabalho do clube. Na súmula da partida, o juiz relatou ter sido abordado na zona mista com a frase:
"Tarcísio, você prejudicou vários pais de família". Além disso, o documento registra xingamentos de pessoas com camisas do clube direcionados à equipe de arbitragem.
A denúncia joga luz sobre a pressão constante que os árbitros enfrentam nas fases finais do campeonato. Para a final de hoje entre ABC e América, a Federação escalou Paulo César Zanovelli (Fifa/MG), justamente para tentar blindar a decisão de polêmicas locais e garantir que o espetáculo seja decidido apenas dentro das quatro linhas.
A polêmica na semifinal joga luz sobre a pressão astronômica que os árbitros enfrentam nas fases finais. Para a grande final de hoje, às 16h, a Federação escalou Paulo César Zanovelli (Fifa/MG), justamente para tentar blindar a decisão de polêmicas locais.
O jogo de hoje na Arena das Dunas não vale apenas a taça, mas marcas históricas: o ABC, maior campeão estadual do país com 57 títulos, tenta quebrar um jejum que vem desde 2022. Do outro lado, o América-RN busca o segundo tetracampeonato de sua história. Com o empate por 1 a 1 na ida, qualquer nova igualdade leva a decisão para os pênaltis, elevando a tensão tanto nos gramados quanto nas arquibancadas.
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