Esportes

Atleta brasileira é suspensa na Albânia após rivais questionarem seu gênero sem provas

Atleta brasileira Nayara Ferreira - Reprodução/O Essencial
Em uma entrevista, a atleta afirmou que sua vida foi virada de cabeça para baixo e que não entende por que somente ela foi alvo das suspeitas  |   BNews RN - Divulgação Atleta brasileira Nayara Ferreira - Reprodução/O Essencial
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 07/11/2025, às 14h39



A Federação Albanesa de Voleibol suspendeu a atleta brasileira Nayara Ferreira, de 32 anos de idade, após reclamações feitas por clubes adversários que contestaram seu gênero. Os representantes dos clubes em questão, no entanto, não apresentaram evidências. A atleta é jogadora do Dinamo, que é o segundo colocado no campeonato feminino do país. Ela afirma que nunca havia vivido uma situação semelhante antes.

Desde outubro deste ano, ela tem sido impedida de atuar enquanto a federação exige que seja submetida a um teste de gênero em um laboratório específico.

Por meio de um relato à Reuters, Nayara Ferreira afirmou que sua vida foi virada de cabeça para baixo e que não entende por que somente ela foi alvo das suspeitas. A federação enviou uma carta ao clube no dia 6 de outubro alegando que pretendia avaliar o desempenho físico da atleta e determinar seu gênero, mesmo sem comprovação de irregularidade.

Dois clubes rivais, o Vllaznia e o Pogradeci, foram os responsáveis por realizar a denúncia. Ambos afirmam que Nayara poderia ser um homem ou fazer uso de terapia hormonal para melhorar o desempenho durantes os jogos. Nenhum deles apresentou provas.

Federação não comenta, atletas protestam

A Federação Albanesa ignorou pedidos de posicionamento feitos pela Reuters. Nayara Ferreira afirmou que fez um teste de maneira independente em outra clínica para comprovar seu gênero, e os resultados deverão ser divulgados ao clube em breve.

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Como não compareceu ao laboratório indicado pela federação no dia marcado, ela acabou sendo suspensa. A jogadora diz que pretende provar sua condição para voltar às quadras e considera as acusações ofensivas e discriminatórias. A Federação Internacional de Voleibol informou que está ciente do caso e que manteve contato com a atleta e com a entidade esportiva albanesa.

Medo, insegurança e impacto no time

Nayara Ferreira vive na Albânia há apenas dois meses, mas já atuou na Arábia Saudita e em outros países do continente Europeu. A jogadora relatou que passou a se sentir insegura desde que o caso ganhou repercussão e teme ser atacada nas ruas.

"Não me sinto segura, penso que algo pode acontecer", declarou. O ambiente também se tornou tenso dentro do clube, onde jogadoras e comissão técnica afirmam que a ausência da brasileira pode comprometer as chances de disputar o título.

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