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“Tenho medo de encontrar o ICE”, diz Wagner Moura ao comentar tensão política nos EUA

Valter Campanato/Agência Brasil
Em entrevista ao El País, Wagner Moura expressa preocupação com o clima de tensão política e social nos Estados Unidos  |   BNews RN - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 18/02/2026, às 15h42



Wagner Moura expressou preocupação com o clima político e social nos Estados Unidos, destacando semelhanças com a situação no Brasil, especialmente em relação ao aumento da tensão e à possibilidade de eventos antes considerados improváveis.

O ator mencionou o medo que imigrantes latinos sentem, com relatos de que muitos vivem escondidos, e ressaltou a gravidade do momento atual, que o leva a agir com cautela diante de injustiças.

Moura também elogiou a postura do presidente Lula em relação a pressões externas e observou que a memória da ditadura militar no Brasil influencia a reação da sociedade a tentativas de ruptura institucional, algo que não ocorre da mesma forma nos EUA.

Resumo gerado por IA

Indicado ao Oscar por sua atuação em O Agente Secreto, o ator Wagner Moura afirmou estar apreensivo com o atual contexto político e social dos Estados Unidos. Em entrevista concedida ao jornal espanhol El País, ele relatou preocupação com o clima de tensão no país.

Reconhecido internacionalmente por trabalhos no cinema e na televisão, como a série Narcos, Moura traçou paralelos entre os cenários recentes do Brasil e dos Estados Unidos.

“É óbvio o quanto as histórias recentes do Brasil e dos EUA são semelhantes”, declarou.

Ao comentar o ambiente político norte-americano, o ator disse que situações antes consideradas improváveis passaram a parecer possíveis.

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Medo e comparações políticas

Moura afirmou que teme uma eventual abordagem do serviço de imigração dos Estados Unidos. “Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de encontrar o ICE”, disse, em referência à agência responsável pelo controle de imigração.

Ele também mencionou o filme Civil War, dirigido por Alex Garland, no qual interpretou um jornalista em meio a um cenário fictício de guerra civil. Segundo o ator, o contexto atual tornou determinadas hipóteses menos distantes da realidade.

O artista declarou que costuma reagir de forma firme diante de situações que considera injustas ou autoritárias, mas reconheceu que o momento atual inspira cautela.

“Eu digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou autoritarismo diante dos meus olhos”, afirmou.

Em seguida, acrescentou: “E agora eu não sei se poderia fazer isso, porque esses canalhas podem te matar, como a gente já viu”.

Moura relatou ainda que, segundo pessoas próximas, imigrantes latinos vivem sob receio constante.

“Eu conheço muitos latinos que estão escondidos em casa, sem levar os filhos para a escola. Estamos vivendo tempos muito tristes”, disse.

Durante a entrevista, o ator voltou a comparar os dois países e afirmou que o Brasil superou o período do governo de Jair Bolsonaro. Ele também elogiou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de pressões externas relacionadas ao ex-presidente brasileiro.

Na avaliação de Moura, a reação brasileira a tentativas de ruptura institucional está ligada à memória da ditadura militar, experiência que, segundo ele, não marcou a sociedade norte-americana da mesma forma.

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