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Publicado em 05/12/2025, às 11h39 Nathalia Quiereguini
Manter o colesterol sob controle vai muito além de tomar remédios. Uma combinação de alimentação saudável, atividade física e, quando necessário, medicamentos pode proteger o coração e reduzir o risco de doenças graves, como ataques cardíacos, derrames e até problemas neurodegenerativos.
Segundo matéria do O Globo, os medicamentos chamados estatinas atuam bloqueando uma enzima responsável pela produção de colesterol no fígado.
Eles são eficazes e salvam vidas, mas, como qualquer remédio, podem causar efeitos colaterais, como dores musculares em uma pequena parcela de pacientes.
Embora a alimentação balanceada e a prática de exercícios sejam fundamentais, muitas pessoas ainda precisam de tratamento medicamentoso.
Isso ocorre porque cerca de 30% do colesterol presente no organismo vem da dieta; o restante é produzido geneticamente pelo fígado. Ou seja, mesmo quem segue hábitos saudáveis pode ter colesterol elevado devido à predisposição genética.
Os níveis de colesterol LDL (“ruim”) recomendados variam de acordo com o perfil de risco do paciente:
Pessoa saudável: menos de 116 mg/dL
Fumante, diabético ou hipertenso: menos de 100 mg/dL
Paciente com histórico de doença cardíaca: menos de 50 mg/dL
A base da prevenção está nos alimentos de origem vegetal, ricos em fibras, que ajudam a eliminar toxinas e reduzir a absorção do colesterol. Entre os aliados do coração estão:
Especialistas recomendam consumir entre 20 e 30 gramas de fibra diariamente, conforme as diretrizes alimentares americanas.
Ter o colesterol LDL elevado pode trazer diversas complicações, como:
Aterosclerose: acúmulo de placas nas artérias, podendo causar doenças cardíacas ou derrames.
Doença arterial coronária: dor no peito (angina) e dificuldade para respirar.
Acidente vascular cerebral: fraqueza ou dormência em membros, tontura ou problemas de fala.
Doença arterial periférica: dor nas pernas ao caminhar.
Xantomas: manchas amareladas ao redor dos olhos.
Como o colesterol alto geralmente não apresenta sintomas, é fundamental realizar exames regulares.
A frequência depende da idade, histórico familiar e risco cardiovascular, mas, de forma geral, recomenda-se iniciar os exames ainda na infância ou adolescência, com avaliações periódicas ao longo da vida.
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