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Publicado em 03/12/2025, às 06h00 Marina Gonçalves
Problemas para dormir se tornaram parte da rotina de muita gente e, consequentemente, a busca por soluções também. Nos últimos anos, um dos remédios mais populares para melhorar o sono são os famosos suplementos de melatonina.
De acordo com informações do portal Terra, a melatonina já é produzida naturalmente pela glândula pineal, no cérebro, e funciona como um regulador do sono. À medida que a luz cai à noite, o corpo aumenta a liberação do hormônio, preparando o organismo para dormir.
No entanto, o uso prolongado de suplementos de melatonina, que tem se tornado cada vez mais comum, sem a orientação médica, pode alterar a produção natural do hormônio e gerar respostas indesejadas do corpo.
Ainda de acordo com o Terra, novos estudos sugerem que suplementos de melatonina em altas doses e por longos períodos pode afetar o coração, estando ligada a um maior risco de insuficiência cardíaca.
O excesso de melatonina pode afetar o ritmo biológico e agravar a situação. Outro ponto importante é o risco da mistura com outros medicamentos, especialmente aqueles prescritos para problemas no coração.
Os possíveis efeitos adversos incluem pressão elevada ao interagir com certos remédios, irregularidades no ritmo dos batimentos cardíacos quando usada em dose errada, retenção de líquidos e sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea e fadiga durante o dia.
Ter orientação médica, como a de um cardiologista, por exemplo, aumenta a segurança ao usar melatonina. Avaliar o histórico médico, a qualidade do sono e doenças já diagnosticadas é fundamental antes de recorrer aos suplementos.
Com acompanhamento médico, é possível ajustar a dose, controlar o tempo de uso e monitorar sinais de efeitos negativos e, se surgirem complicações ou piora de sintomas no coração, o especialista pode parar o tratamento.
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