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Maior salário fixo do Brasil chega a R$ 100 mil; veja qual é o cargo

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Os maiores salários do Brasil estão concentrados em poucos cargos; saiba quais funções atingem R$100 mil mensais e o que explica esse teto tão alto.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Unsplash

Publicado em 27/11/2025, às 12h32   Nathalia Quiereguini



O mercado de trabalho brasileiro tem poucas posições capazes de ultrapassar a marca dos R$ 100 mil de salário fixo por mês, mas elas existem, e estão concentradas em setores muito específicos.

Segundo o levantamento mais recente do Michael Page, apenas cinco cargos atingem esse teto, revelando um recorte claro sobre quem realmente recebe as maiores remunerações no país, segundo matéria do InfoMoney.

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Saúde lidera o topo da lista

A área da saúde domina com folga. Funções como diretor ou superintendente médico, líderes de unidades de negócios em empresas de dispositivos médicos e gestores de alto nível na indústria farmacêutica estão entre as que alcançam salários de seis dígitos mensais.

Esses cargos exigem tomada de decisão estratégica, responsabilidade técnica elevada e domínio de operações complexas, fatores que justificam a remuneração acima da média.

O varejo surpreende

Apesar do destaque da saúde, o varejo também marca presença entre os salários mais altos.

O cargo de gerente geral de operações, normalmente responsável por comandar grandes redes e garantir eficiência em larga escala, aparece no mesmo patamar de remuneração.

O dado mostra que setores tradicionais também podem oferecer salários altamente competitivos quando a estrutura e o volume de operação demandam liderança robusta.

Valores ainda mais altos com variáveis

O ranking divulgado considera apenas o salário fixo máximo e não inclui componentes variáveis, como bônus, comissões ou participação nos lucros.

Na prática, esses profissionais podem ultrapassar com folga o valor divulgado, especialmente em segmentos onde metas e resultados são parte central da função.

A realidade da maioria

O contraste, porém, é evidente. O mesmo levantamento aponta que 59% dos trabalhadores brasileiros não receberam reajuste salarial no último ano.

Além disso, grande parte afirma não ter acesso real a programas de capacitação, apesar de muitas empresas declararem oferecer esse tipo de benefício.

O que esse cenário revela

Os dados mostram um mercado de oportunidades concentradas: enquanto poucos cargos de alta gestão acumulam salários elevados, a maior parte da força de trabalho continua com remunerações estagnadas e chances limitadas de crescimento.

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