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Mistério em Chernobyl: saiba detalhes sobre fungo preto que sobrevive com radiação

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O fungo Cladosporium sphaerospermum, encontrado em Chernobyl, apresenta melanina e pode usar radiação como fonte de energia. Veja mais!  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Unsplash

Publicado em 02/12/2025, às 06h37   Marina Gonçalves



Chernobyl, na Ucrânia, conhecida como a cidade fantasma e palco de uma das maiores tragédias ambientais da história, continua sendo um cenário de mistérios e descobertas surpreendentes, quase 40 anos após o desastre nuclear.

Segundo o Portal iG, com base em informações do ScienceAlert, foi identificado um fungo preto, Cladosporium sphaerospermum, nas superfícies internas de um dos prédios mais contaminados de Chernobyl.

O que chama a atenção é que o fungo apresenta altas concentrações de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele humana, e pode estar utilizando a radiação ionizante como sua principal fonte de energia.

Sobre a descoberta

Nos anos 1990, a microbiologista Nelli Zhdanova, da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, liderou uma expedição à zona de exclusão de Chernobyl.

Lá, encontrou 37 espécies de fungos, muitas com coloração escura, indicativo de alta melanina. O Cladosporium sphaerospermum foi o mais encontrado e o que mostrou os maiores níveis de contaminação radioativa.

Mais tarde, Ekaterina Dadachova e Arturo Casadevall, do Albert Einstein College of Medicine, e sua equipe, investigaram mais o fungo e concluíram que a radiação não o afetava negativamente, mas estimulava seu crescimento.

Experimentos posteriores revelaram que a melanina do C. sphaerospermum sofre alterações com a radiação, sugerindo que ela converte a energia em um benefício metabólico.

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Estudos de 2008 e 2022

Ainda segundo o portal, em um estudo de 2008, Dadachova e Casadevall apresentaram a teoria da radiossíntese, sugerindo que a melanina do fungo funciona como a clorofila nas plantas, absorvendo radiação e a convertendo em energia, além de proteger contra seus danos.

Em 2022, o fungo foi levado à parte externa da ISS, no espaço, onde sensores mostraram que ele reduzia a radiação atravessando o material onde estava fixado.

Vale destacar que embora os estudos tenham avançado, não há comprovação de que o C. sphaerospermum converta radiação em energia. A fixação de carbono dependente da radiação, ganhos metabólicos mensuráveis e um caminho bioquímico para a radiossíntese ainda não foram demonstrados.

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