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Do RN para todo o Brasil: talentos e paisagens potiguares brilham na nova novela das seis da Globo

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Saiba quem são os atores potiguares em ‘A Nobreza do Amor’ e conheça as locações no RN que servem de refúgio para a história que conecta o Brasil à África  |   BNews RN - Divulgação Dvulgação/Globo

Publicado em 29/01/2026, às 07h53   Malu Machado



O Rio Grande do Norte se destaca novamente na teledramaturgia nacional com a estreia da novela 'A Nobreza do Amor', que será exibida pela TV Globo a partir de março de 2026, substituindo o remake de 'Êta Mundo Melhor!'. A produção, que utiliza o solo potiguar como cenário, promete impactar a visibilidade cultural e econômica da região.

A novela, escrita por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Júlio Fischer, conta com um elenco que inclui talentos locais como Quitéria Kelly e César Ferrario, reforçando a valorização de artistas nordestinos em grandes produções. A trama se passa na década de 1920 e conecta o Brasil a um fictício reino africano, utilizando diversas locações do RN para enriquecer a narrativa.

As gravações em locais como as Dunas do Rosado e o Parque Nacional da Furna Feia não apenas embelezam a produção, mas também movimentam a economia local, com Mossoró servindo como base logística. Essa iniciativa de interiorização da produção audiovisual pode fortalecer o setor de serviços e turismo na região.

Resumo gerado por IA

O Rio Grande do Norte volta a ser protagonista na teledramaturgia nacional com a estreia de “A Nobreza do Amor”, a nova novela das seis da TV Globo.

Escrita por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Júlio Fischer, a trama substituirá o remake de Êta Mundo Melhor! e é uma das grandes apostas da emissora para 2026. 

Com estreia marcada para março, a produção não apenas escolheu o solo potiguar como cenário estratégico, mas também escalou nomes de peso do teatro e cinema do RN para o elenco principal: Quitéria Kelly e César Ferrario.

Talentos da terra no elenco

A presença de Quitéria e César reforça o movimento de interiorização e valorização de artistas nordestinos em grandes produções. Eles dividirão a tela com estrelas como Lázaro Ramos, Duda Santos e Rodrigo Simas. 

Quitéria Kelly: trajetória de sucessos e versatilidade

Foto: Fábio Rocha/Globo
Foto: Fábio Rocha/Globo

Radicada em Natal e formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Quitéria Kelly chega a A Nobreza do Amor após uma sequência de papéis marcantes na Rede Globo. Fundadora do Grupo Carmin, onde protagonizou o aclamado espetáculo "Jacy", Quitéria consolidou sua presença na TV nacional em produções como:

  • Novelas: viveu a inesquecível Latifa em Mar do Sertão (2022) e a imponente Nena no remake de Renascer (2024), sua estreia no horário nobre. Também integrou os elencos de Amor de Mãe (2020) e Um Lugar ao Sol (2021).
  • Séries: estreou na emissora em Onde Nascem os Fortes (2018). Além da TV, Quitéria é uma diretora premiada, tendo conduzido o sucesso internacional "A Invenção do Nordeste".

César Ferrario: mestre nos palcos e nas telas

Foto: Bruno Martins/Divulgação
Foto: Bruno Martins/Divulgação

Com uma carreira que transita entre a atuação, a direção e a escrita dramática, César Ferrario é um dos artistas mais completos de sua geração. Mestre em Artes Cênicas pela UFRN, César possui um currículo extenso que une grandes sucessos da TV e do streaming:

  • Televisão e Streaming: destaque em produções como Cangaço Novo (Amazon Prime), Aruanas, Pantanal, Mar do Sertão e as séries Sob Pressão e Amores Roubados.
  • Teatro e Cinema: no cinema, atuou em obras como As Órfãs da Rainha e Fronteira. Nos palcos, além de atuar em clássicos como Ricardo III (dir. Gabriel Villela), ele é a força criativa por trás da produtora Casa de Zoé, dirigindo sucessos como Meu Seridó e Sinapse Darwin.

O RN como cenário central

Diferente de outras produções onde o estado aparece apenas em passagens rápidas, em “A Nobreza do Amor” o Rio Grande do Norte é parte fundamental da narrativa. A história, ambientada na década de 1920, conecta o Brasil ao fictício reino africano de Batanga.

Na trama, a princesa Alika (Duda Santos) foge de um casamento forçado com o vilão Jendal em direção ao Brasil, encontrando refúgio justamente no interior potiguar. Para dar vida a essa jornada, a produção utilizou diversas locações:

  • Dunas do Rosado (Porto do Mangue): com suas areias coloridas servindo de moldura para a aventura;
  • Parque Nacional da Furna Feia (Baraúna): explorando a biodiversidade e as cavernas da região;
  • Pendências: utilizada para compor a estética do sertão.

A cidade de Mossoró serviu como base logística para toda a equipe técnica e elenco durante as gravações, movimentando a economia e o setor de serviços local.

Tradição em locações

Esta não é a primeira vez que as paisagens do RN encantam os diretores da Globo. O estado já serviu de cenário para clássicos como O Clone (2001), onde as dunas representaram o deserto marroquino; Flor do Caribe (2013), que explorou as falésias do litoral; e produções densas como Velho Chico (2016) e a minissérie A Pedra do Reino (2007).

Classificação Indicativa: Livre

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