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Consumo de um peixe popular gera preocupação entre cientistas; veja por quê

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Pesquisadores fazem um alerta sobre salmão e apontam possíveis riscos ligados ao modo de criação, reforçando a importância do consumo consciente.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Unsplash

Publicado em 30/11/2025, às 08h00   Nathalia Quiereguini



O salmão é um dos peixes mais consumidos no Brasil, especialmente em pratos frios e preparações rápidas.

Mas, nos últimos meses, pesquisadores têm chamado atenção para possíveis riscos associados ao tipo mais comum disponível no mercado: o salmão de cativeiro.

O alerta, segundo o portal Metrópoles, não tem como objetivo criar pânico, mas reforçar a importância de entender como esse alimento chega ao prato.

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Como o salmão é produzido

O ponto central da discussão está no método de criação. O salmão de cativeiro vive em tanques ou áreas cercadas no mar, muitas vezes com lotação elevada.

Nesse ambiente, o controle de parasitas e doenças exige o uso constante de pesticidas e outras substâncias químicas.

Segundo cientistas, parte desses compostos pode deixar resíduos na carne, o que levanta dúvidas sobre os impactos para a saúde quando o consumo é frequente.

Além disso, o peixe criado em cativeiro recebe uma alimentação industrializada, o que interfere no perfil nutricional.

Embora ainda seja fonte de proteínas e gorduras saudáveis, estudos apontam que sua composição difere do salmão selvagem, especialmente na proporção de ômega-3.

O que dizem os especialistas

Pesquisadores reforçam que o problema não é o salmão em si, mas o modelo de produção adotado por grande parte das fazendas.

A combinação de superlotação, tratamentos químicos recorrentes e alimentação artificial é o que acende o sinal de alerta.

A recomendação não é eliminar o peixe da rotina, mas avaliar com mais cuidado a procedência e, quando possível, optar por versões mais seguras.

Consumo consciente e alternativas

Para quem gosta de incluir peixe no cardápio, variar é uma estratégia simples e eficaz. Outras espécies, como sardinha, atum e peixes de água fria com boa procedência, podem oferecer benefícios semelhantes, com menor risco de exposição a resíduos.

No fim, a orientação é equilibrada: o salmão pode continuar na mesa, desde que o consumidor esteja atento às informações e faça escolhas mais conscientes. 

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