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A América Latina esconde mais petróleo que toda a Arábia Saudita; entenda

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Cinturão Petrolífero do Orinoco reúne a maior reserva de petróleo do planeta, mas enfrenta limites que impedem a produção de alcançar seu potencial.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Unsplash

Publicado em 24/11/2025, às 13h49   Nathalia Quiereguini



A Venezuela abriga uma das maiores curiosidades do setor energético mundial: o Cinturão Petrolífero do Orinoco, uma região que concentra mais petróleo do que toda a Arábia Saudita.

Mesmo assim, o país produz muito menos do que seria esperado frente a esse volume de reservas.

O contraste chama atenção e levanta discussões sobre capacidade operacional, limitações tecnológicas e desafios políticos que se acumulam ao longo dos anos, de acordo com o portal Terra.

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Reservas gigantes, produção limitada

As estimativas oficiais apontam para reservas que ultrapassam 300 bilhões de barris, tornando o território venezuelano uma das maiores potências petrolíferas do mundo, pelo menos no papel.

A comparação com a Arábia Saudita, referência global em extração e exportação, escancara o paradoxo: mesmo tendo um volume maior de petróleo armazenado, a Venezuela produz 12 vezes menos.

Atualmente, a produção venezuelana gira em torno de 770 mil barris por dia, número extremamente distante do auge registrado no passado, quando o país ultrapassava 3 milhões de barris diários.

O peso do petróleo pesado

Um dos principais entraves está no tipo de óleo encontrado no Orinoco. O petróleo da região é pesado e extrapesado, o que exige tecnologias específicas, custos mais altos e processos mais complexos de extração e refino.

Transportar esse tipo de petróleo também é um desafio, já que ele precisa ser misturado a diluentes para ganhar fluidez.

Essas características tornam o desenvolvimento do setor dependente de investimentos altos, algo que a Venezuela tem dificuldade de atrair nos últimos anos.

Política, sanções e infraestrutura desgastada

Além das barreiras técnicas, o país enfrenta fatores externos que dificultam o avanço da indústria. As sanções impostas por organismos internacionais reduziram parcerias e bloquearam operações.

A infraestrutura também sofre com falta de manutenção, queda de investimentos e instabilidade política.

Mesmo com tentativas recentes de flexibilização dessas restrições, o cenário ainda é desafiador.

Um gigante adormecido

O Orinoco representa um potencial energético monumental, mas que segue travado por obstáculos estruturais.

A Venezuela tem uma riqueza que poderia transformar sua economia, mas, por enquanto, continua sendo um gigante adormecido no mapa do petróleo mundial.

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