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200 anos: estudo explica a longevidade das baleias-da-Groenlândia; saiba mais

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Descubra como a proteína CIRBP ajuda as baleias-da-Groenlândia a viverem até 200 anos e o que isso significa para a ciência.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Pexels

Publicado em 04/11/2025, às 13h32   Marina Gonçalves



Quando pensamos em animais que são capazes de viver por muito tempo, é comum lembrar de tartarugas gigantes, elefantes e outras espécies que impressionam pela sua longevidade.

No entanto, entre esses animais, a baleia-da-Groenlândia se destaca por sua impressionante capacidade de viver até 200 anos. Mas como isso é possível? Segundo o portal Galileu, um estudo publicado na revista Nature traz respostas que ajudam a esclarecer esse mistério.

Proteína CIRBP

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram que a proteína CIRBP, presente nas baleias-da-Groenlândia, ajuda a reparar o DNA e pode explicar sua grande longevidade. Entender como ela funciona pode dar ideias para combater o envelhecimento em humanos, por exemplo.

A proteína é ativada pelo frio, fazendo com que as células funcionem melhor em temperaturas baixas. Com até 80 toneladas e mais de 200 anos de vida, essas baleias enfrentam águas geladas e mergulhos profundos, protegidas por uma espessa camada de gordura.

O estudo contou com a colaboração de comunidades inuítes Iñupiaq, no norte do Alasca, que forneceram amostras de tecido de algumas baleias caçadas legalmente no outono. Vale destacar que as baleias-da-Groenlândia estão entre os animais mais difíceis de estudar, pois estão ameaçadas de extinção.

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O DNA

Ao estudar as células das baleias-da-Groenlândia, os cientistas descobriram que a proteína CIRBP ajuda a reparar quebras de dupla fita no DNA, um tipo de dano que pode causar doenças e reduzir a vida em diversas espécies, inclusive a humana.

Para testar seu efeito, eles aplicaram a proteína em culturas de células humanas e em moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster). Como resultado, o DNA se reparou melhor nos dois casos e, nas moscas, elas viveram bem mais.

O estudo sugere que preservar o DNA e aumentar a estabilidade do genoma pode ser uma das chaves biológicas para a vida longa.

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