Cidades
O transporte intermunicipal do Rio Grande do Norte entrou em colapso na manhã desta segunda-feira (6). Os veículos que operam na Região Metropolitana de Natal começaram a ser recolhidos gradativamente para às garagens, deixando passageiros sem atendimento e sem previsão de normalização.
O recolhimento aconteceu por ordem do Sintro/RN (Sindicato dos Rodoviários no RN), que alega que as empresas estão atrasando o pagamento dos salários. Por outro lado, as empresas apontam que operam sem qualquer subsídio por parte do Governo do RN, e com a alta do diesel, não conseguem manter as atividades.
Uma das empresas da Grande Natal terá a demissão de 50 motoristas e a paralisação de 25 ônibus. A operação do transporte intermunicipal é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN), órgão vinculado ao Governo do Estado, que até o momento não apresentou solução para a crise.
Retirada da frota
Segundo informações apuradas pelo portal POR DENTRO DO RN, a decisão de recolher os veículos foi tomada diante da impossibilidade de manter as operações, especialmente por conta do aumento dos custos — com destaque para o diesel — e da ausência de medidas emergenciais por parte do poder público estadual. A retirada dos veículos acontece de forma progressiva ao longo da manhã, impactando diretamente linhas que atendem cidades da Região Metropolitana.
Diante da paralisação, milhares de usuários que dependem do transporte intermunicipal para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais ficaram sem alternativas de deslocamento.
Os pontos de parada ficaram lotados durante a manhã.
Crise já vinha sendo anunciada
A retirada dos ônibus nesta segunda-feira não ocorre de forma isolada.
Nas últimas semanas, empresários e permissionários do sistema já vinham alertando para a insustentabilidade da operação, principalmente diante da alta do preço do diesel.
Apesar de medidas como a isenção de ICMS sobre o combustível, operadores afirmam que o custo é inviável sem subsídios diretos ou revisão tarifária.
Se não houver acordo entre operadores e poder público, o transporte intermunicipal da Grande Natal entra em um cenário de incerteza.
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