Cidades

Técnicos-administrativos da UFRN aprovam greve por tempo indeterminado; veja pontos de cobrança

Sintest-RN
Servidores da UFRN decidiram em assembleia deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 23 de fevereiro, após votação apertada  |   BNews RN - Divulgação Sintest-RN

Publicado em 20/02/2026, às 11h37   Malu Machado



Servidores técnico-administrativos da UFRN decidiram em assembleia deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de 23 de fevereiro, em resposta ao descumprimento de acordos com o Governo Federal, gerando divisão na categoria.

A paralisação foi aprovada com 53,5% dos votos, motivada principalmente pela insatisfação com a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências, que exclui aposentados e limita o acesso a 60% dos servidores ativos.

O sindicato comunicará formalmente a Reitoria sobre a greve e planeja ampliar a adesão com atos e mobilizações nas próximas semanas, enquanto há divergências internas sobre a eficácia da greve imediata.

Resumo gerado por IA

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro. A votação, ocorrida no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), foi marcada por um clima de divisão na categoria.

Resultado da votação

A paralisação foi aprovada com uma margem estreita:

  • Favoráveis: 53,5% (68 votos)
  • Contrários: 41,7% (53 votos)
  • Abstenções: 4,8% (7 votos)

Motivos da paralisação

O movimento é uma resposta ao descumprimento de 17 pontos do acordo firmado com o Governo Federal há quase um ano. Entre eles a pauta das 30 horas, protocolada em 2026 por entidades nacionais como o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) e Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (FONACATE). 

No entanto, o ponto de maior atrito é o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Embora seja uma conquista histórica, a regulamentação atual excluiu os aposentados e, segundo o sindicato, cerca de 60% dos servidores da ativa não conseguirão requerer o benefício nos moldes atuais.

Além do RSC e da implementação das horas, a categoria cobra:

  • Cumprimento integral das pautas estruturais protocoladas em 2026;
  • Paridade entre ativos e aposentados.

Divergências internas

A assembleia expôs opiniões distintas. De um lado, servidores argumentam que o governo aposta no esvaziamento da mobilização e que só a pressão garantirá os direitos. De outro, parte da direção e da base teme que a greve imediata atrase ainda mais os processos do RSC que já estão em análise, além de impactar a imagem da categoria perante a sociedade.

Próximos passos

O sindicato informou que comunicará formalmente a Reitoria da UFRN sobre a paralisação. A orientação é que a adesão seja ampliada nas próximas semanas com atos e mobilizações dentro dos campi.

Classificação Indicativa: Livre

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