Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 28/10/2026, às 09h32
O Ministério Público Eleitoral solicitou a abertura de um inquérito para identificar quem colou a tecla 3 de uma urna eletrônica utilizada no segundo turno das eleições em Parnamirim, na Grande Natal. O pedido foi informado pelo corregedor regional eleitoral, desembargador João Rebouças, durante a sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) desta terça-feira (27).
A investigação deverá esclarecer como o equipamento foi danificado e apontar o responsável. Até o relato apresentado ao tribunal, não havia informações sobre suspeitos nem resultados da perícia. Ninguém foi preso pelo episódio.
A urna foi retirada de uso e substituída por um equipamento de contingência, o que permitiu a continuidade da votação. A Polícia Federal (PF) lacrou o aparelho danificado para que fosse submetido à análise pericial.
O caso ocorreu por volta das 11h de domingo (25), na seção 582 da 50ª Zona Eleitoral. O local de votação funcionava na Escola Estadual Dom Nivaldo Monte, no bairro de Emaús.
Um eleitor percebeu dificuldade ao tentar pressionar a tecla e comunicou o problema. Quando a irregularidade foi constatada, mais de 130 pessoas já haviam votado naquela seção.
Segundo Rebouças, o episódio não foi incluído no sistema de ocorrências da Justiça Eleitoral porque o autor ainda não havia sido identificado. Por isso, o caso foi apresentado separadamente do balanço dos demais registros do segundo turno no estado.
Os dados da Corregedoria apontaram 11 ocorrências registradas no sistema da Justiça Eleitoral durante a votação no Rio Grande do Norte. Quatro resultaram em prisão e sete foram contabilizadas sem prisão. Nenhuma envolveu candidatos.
Entre os registros, quatro estavam relacionados à boca de urna e quatro ao porte de celular em desacordo com as normas eleitorais. Também houve um caso de divulgação de propaganda, um de desobediência eleitoral e outro de promoção de desordem nos trabalhos de votação.
O corregedor afirmou que a equipe permaneceu disponível durante todo o domingo para esclarecer dúvidas e orientar as zonas eleitorais. Em conjunto com a Presidência do TRE-RN, também atuou nos encaminhamentos relacionados à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o horário de votação.
Ao comentar o trabalho realizado, Rebouças afirmou que a atuação da Justiça Eleitoral busca “assegurar que a vontade do eleitor, livremente expressa nas urnas, seja respeitada”.
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