Cidades
Publicado em 28/03/2026, às 17h54 Mayane Lins
A tarifa de ônibus em Natal foi reajustada para R$ 5,20 a partir de 29 de outubro, representando um aumento de 6,1% em relação ao valor anterior de R$ 4,90, conforme decreto publicado pela Prefeitura.
O aumento foi justificado pela Prefeitura com base em critérios técnicos e no crescimento dos custos operacionais, incluindo o preço do óleo diesel e salários, sendo o último reajuste realizado em dezembro de 2024.
Apesar do aumento, usuários expressam insatisfação com a qualidade do serviço, pedindo melhorias na frota e na regularidade das linhas, enquanto a Prefeitura ainda não anunciou prazos para mudanças no sistema de transporte público.
A passagem de ônibus em Natal passa a custar R$ 5,20 a partir deste domingo (29). O novo valor foi aprovado pelo na última quinta-feira (26) e oficializado por decreto publicado no Diário Oficial do Município na sexta-feira (27). O reajuste é de 6,1% em relação à tarifa anterior, que era de R$ 4,90.
Segundo a Prefeitura, a atualização do preço levou em consideração critérios técnicos e o aumento acumulado dos custos operacionais ao longo dos últimos 15 meses. Entre os fatores citados estão a elevação no valor do óleo diesel, despesas com manutenção da frota e reajustes salariais de trabalhadores do setor. O último aumento havia sido aplicado em dezembro de 2024, quando a tarifa subiu de R$ 4,50 para R$ 4,90.
Com a mudança, o impacto será sentido por passageiros que utilizam diariamente o transporte público, tanto na capital quanto em cidades da Região Metropolitana, como Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. Para muitos usuários, o novo valor pesa no orçamento mensal, principalmente para quem depende de mais de uma condução por dia.
Apesar da justificativa apresentada pelo poder público, o reajuste reacende críticas sobre a qualidade do serviço oferecido. Passageiros relatam insatisfação com a frota, apontando a necessidade de renovação dos veículos, além de maior regularidade nas linhas e redução no tempo de espera. Regiões como as zonas Norte e Oeste concentram boa parte das reclamações, especialmente em horários de pico.
Usuários também defendem que qualquer aumento na tarifa deveria ser acompanhado por melhorias concretas no sistema. Entre as principais reivindicações estão mais ônibus em circulação, maior pontualidade e condições adequadas de conforto e segurança. A percepção é de que o serviço ainda enfrenta falhas que afetam diretamente a rotina de quem depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar ou acessar serviços básicos.
A Prefeitura não detalhou, até o momento, prazos para possíveis mudanças estruturais no sistema. Enquanto isso, o novo valor entra em vigor e amplia o debate sobre o equilíbrio entre custos operacionais e a qualidade do transporte público na capital potiguar.
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