Cidades
Com previsão de impactos em diversas regiões do país nos próximos meses, o chamado Super El Niño já mobiliza o governo federal. Para coordenar ações preventivas e responder rapidamente a possíveis emergências climáticas, foi criada uma Sala de Situação Interministerial que reunirá órgãos federais, estados e municípios em uma operação permanente de monitoramento.
A estrutura é coordenada pela Casa Civil e conta com a participação de cerca de 20 ministérios e instituições estratégicas.
O objetivo é reduzir os danos provocados por eventos extremos que podem ocorrer a partir de julho, período em que os efeitos do fenômeno devem se intensificar no Brasil.
O que é o Super El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico.
Quando esse aumento de temperatura ultrapassa determinados níveis, os reflexos podem ser sentidos em diversas partes do planeta, alterando o regime de chuvas, provocando secas, ondas de calor e aumentando a frequência de eventos climáticos extremos.
Neste ano, meteorologistas acompanham a possibilidade de uma versão mais intensa do fenômeno, popularmente chamada de Super El Niño.
Como o fenômeno pode afetar o Brasil
Os efeitos variam conforme a região do país.
Principais impactos previstos estão:
• Secas prolongadas na Amazônia;
• Redução das chuvas em áreas do Nordeste;
• Chuvas acima da média no Sul;
• Temporais e eventos extremos no Sudeste;
• Temperaturas elevadas no Centro-Oeste;
• Aumento do risco de queimadas no Pantanal.
Especialistas alertam que a intensidade dos efeitos dependerá da evolução das condições oceânicas e atmosféricas ao longo dos próximos meses.
Sala de situação reúne órgãos federais
Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova estrutura busca integrar todas as áreas responsáveis pela prevenção e resposta a desastres.
Participam da articulação órgãos como:
• Defesa Civil Nacional;
• Forças Armadas;
• Polícia Federal;
• Ibama;
• ICMBio;
• Cemaden;
• Inpe;
• Governos estaduais e municipais.
A proposta é permitir respostas mais rápidas diante de situações de emergência e facilitar o acionamento de recursos extraordinários quando necessário.
Monitoramento será feito em tempo real
Instituições especializadas em meteorologia e monitoramento ambiental serão responsáveis por fornecer informações técnicas continuamente.
Entre elas estão o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os dados serão utilizados para orientar decisões sobre evacuações, abertura de abrigos, mobilização de equipes de emergência e distribuição de ajuda humanitária.
Defesa Civil reforça sistema de alerta pelo celular
Uma das ferramentas consideradas fundamentais pelo governo é o Defesa Civil Alerta.
O sistema utiliza a rede de telefonia móvel para enviar mensagens emergenciais diretamente aos celulares das pessoas que estiverem em áreas de risco.
O aviso aparece na tela do aparelho mesmo que o usuário esteja utilizando aplicativos, assistindo vídeos ou realizando outras atividades.
Outra característica do sistema é que ele não exige cadastro prévio nem depende de pagamento da conta telefônica para funcionar.
Entenda os níveis de alerta:
A Defesa Civil utiliza diferentes classificações para indicar o grau de risco de um evento climático.
→ Alerta severo
É emitido quando existe possibilidade significativa de ocorrência de um evento perigoso e ainda há tempo para que a população tome medidas preventivas.
Nessa fase, os moradores devem acompanhar as orientações das autoridades e ficar preparados para eventual retirada da área.
→ Alerta extremo
Representa o nível máximo de risco.
Nesse caso, a recomendação é deixar imediatamente o local e procurar abrigo seguro conforme orientação da Defesa Civil.
Planos de contingência são considerados essenciais
Além da tecnologia, o governo destaca que a preparação das comunidades é decisiva para salvar vidas.
Prefeituras, escolas, igrejas, lideranças comunitárias e veículos de comunicação locais são apontados como peças fundamentais na disseminação de informações e na organização dos protocolos de emergência.
Entre as medidas recomendadas estão:
• Identificação das áreas de risco;
• Sinalização das rotas de fuga;
• Preparação de abrigos públicos;
• Treinamentos para equipes locais;
• Divulgação de orientações à população.
Cultura do risco ganha destaque
Durante entrevista ao Canal Gov, Waldez Góes defendeu a criação de uma cultura permanente de prevenção no país.
Segundo o ministro, a população precisa conhecer previamente os procedimentos de segurança para reagir rapidamente quando um alerta for emitido.
A proposta inclui a realização periódica de simulados de evacuação em municípios vulneráveis a enchentes, deslizamentos, queimadas e outros desastres naturais.
Por que os simulados são importantes?
Especialistas afirmam que treinamentos ajudam a reduzir o número de vítimas durante situações reais de emergência.
Quando a população conhece previamente as rotas de fuga, os locais de abrigo e os procedimentos corretos, a resposta tende a ser mais rápida e organizada.
Por isso, a Defesa Civil recomenda que municípios localizados em áreas de maior risco realizem exercícios periódicos, mesmo em períodos sem ocorrências graves.
A orientação é que qualquer alerta emitido pelas autoridades seja levado a sério e seguido imediatamente, já que eventos climáticos extremos podem evoluir rapidamente e colocar vidas em risco.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top