Cidades
Os reservatórios do Rio Grande do Norte estão com 36,41% da capacidade total, acumulando 1,92 bilhão de metros cúbicos, conforme dados do Instituto de Gestão das Águas do RN, indicando uma leve recuperação em relação à semana anterior.
Apesar do aumento gradual nas reservas, 21 reservatórios ainda apresentam volumes abaixo de 10%, com açudes como Itans e Mundo Novo completamente secos, evidenciando a crise hídrica persistente na região.
O monitoramento contínuo dos mananciais é essencial para o planejamento hídrico e gestão do abastecimento, especialmente em um contexto de irregularidades climáticas no semiárido potiguar.
Os reservatórios do Rio Grande do Norte acumulam 36,41% da capacidade total de armazenamento, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn). O volume corresponde a 1,92 bilhão de metros cúbicos de água, diante de uma capacidade total estimada em 5,29 bilhões de m³.
Em comparação com o relatório anterior, divulgado na semana passada, houve leve elevação nos níveis dos mananciais monitorados. Na ocasião, o volume registrado também era de 1,92 bilhão de m³, mas representava 36,31% da capacidade total, indicando incremento gradual nas reservas hídricas do estado.
Entre os grandes reservatórios, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves concentra 1,01 bilhão de m³ de água, o equivalente a 42,93% da capacidade. Já a Barragem Santa Cruz do Apodi segue com 53,60%, enquanto a Barragem de Oiticica acumula 112,8 milhões de m³, correspondentes a 15,20%.
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Açudes ainda operam em situação crítica
O relatório do Igarn aponta que, apesar da recuperação pontual, 21 reservatórios seguem com volumes inferiores a 10% da capacidade, número menor que os 25 registrados no início de fevereiro. Os açudes Itans e Mundo Novo, ambos em Caicó, permanecem secos.
Outros mananciais seguem em situação crítica, como Passagem das Traíras, com 0,03%, Sabugi, com 1,06%, Lulu Pinto, com 0,01%, e Jesus Maria José, com apenas 0,06% da capacidade. Em contrapartida, alguns açudes apresentaram recarga significativa, como Campo Grande, em São Paulo do Potengi, que passou de 44,76% para 52,94%, e o Japi II, em São José do Campestre, que subiu de 7,26% para 11,57%.
De acordo com o instituto, o monitoramento permanente dos reservatórios é fundamental para orientar o planejamento hídrico do estado, o abastecimento humano e a gestão do uso da água, especialmente diante das irregularidades climáticas que marcam o semiárido potiguar.
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