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Sarampo volta a assombrar: caso confirmado em bebê coloca Brasil em alerta máximo para vacinação

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Com baixa cobertura da segunda dose e surtos em países vizinhos, autoridades de saúde reforçam vacinação e alertam viajantes  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 18/03/2026, às 10h53   Malu Machado



O Brasil declarou estado de alerta máximo devido a surtos de sarampo nas Américas, com a confirmação de um caso em uma bebê de 6 meses em São Paulo, que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia. Essa situação levanta preocupações sobre a possibilidade de reintrodução do vírus no país, que havia sido certificado como livre da doença em 2024.

Até março deste ano, o continente americano registrou 7.145 infecções, evidenciando um cenário alarmante. A baixa cobertura vacinal é um fator crítico, com apenas 77,9% dos bebês completando o esquema vacinal, apesar de 92,5% terem recebido a primeira dose.

O Ministério da Saúde implementou 'bloqueios vacinais' para prevenir a transmissão sustentada, vacinando contatos de casos suspeitos. Com a proximidade da Copa do Mundo, a Anvisa intensificou os alertas em portos e aeroportos, destacando a importância da vacinação em áreas turísticas e fronteiriças.

Resumo gerado por IA

O Brasil entrou em estado de alerta máximo devido aos surtos de sarampo que atingem países das Américas. A preocupação aumentou após a confirmação, na semana passada, do primeiro caso da doença em 2026: uma bebê de 6 meses, em São Paulo, que contraiu o vírus durante uma viagem à Bolívia.

Embora o Brasil tenha reconquistado o certificado de área livre da doença em 2024, o cenário internacional é preocupante. Somente até 5 de março deste ano, o continente registrou 7.145 infecções. 

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, explica a estratégia nacional:

O Ministério está em alerta máximo. Vamos manter a certificação, mas para isso precisamos continuar vacinando e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações em locais com cobertura mais baixa", afirmou.

A barreira da vacinação

O caso da bebê em São Paulo ilustra um ponto crítico: ela ainda não tinha idade para ser imunizada (a primeira dose é aos 12 meses). Nessas situações, a proteção depende da chamada "imunidade de rebanho".

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, destaca a eficácia do imunizante:

A vacina do sarampo impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela evita que ela seja transmissora do vírus. Quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira de quem já se vacinou."

Atualmente, o Brasil enfrenta um desafio: no ano passado, 92,5% dos bebês tomaram a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema vacinal.

Bloqueio e vigilância nas fronteiras

Para evitar que casos importados gerem uma transmissão sustentada , o que faria o país perder o certificado internacional , o Ministério da Saúde realiza "bloqueios vacinais". 

Assim que um caso suspeito é notificado, equipes buscam contatos do paciente e realizam a vacinação preventiva de vizinhos e familiares, a chamada "dose zero" para bebês de 6 meses a 1 ano.

Risco em viagens e grandes eventos

A proximidade da Copa do Mundo em junho e julho (nos EUA, México e Canadá) aumenta o risco, já que esses países enfrentam situações graves de sarampo. A Anvisa já reforçou alertas em portos e aeroportos.

"Temos um país com muitas áreas turísticas que recebem estrangeiros e uma ampla fronteira terrestre. Não podemos deixar de falar de sarampo e vacinação", alerta Eder Gatti.

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