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Rombo de R$ 13 bilhões: projetos solares são cancelados e atingem economia do RN; entenda como o movimento trava o avanço do setor

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A redução de investimentos em projetos solares pode resultar em menos empregos e queda na arrecadação no Rio Grande do Norte  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 04/05/2026, às 07h49



Um movimento silencioso, mas de alto impacto, começa a redesenhar o cenário energético do Rio Grande do Norte.

Nos últimos meses, a devolução de licenças para usinas solares retirou do papel bilhões em investimentos previstos, interrompendo uma das frentes mais estratégicas de crescimento econômico do estado.

Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica aponta que aproximadamente R$ 13 bilhões deixaram de ser aplicados entre 2025 e o início de 2026, após a desistência de empreendimentos que já estavam autorizados a operar.

Mais do que o valor financeiro, o dado que chama atenção é o impacto técnico: a capacidade de geração devolvida ultrapassa aquilo que hoje está efetivamente funcionando no estado:

- 2,8 GW em projetos devolvidos
- 2,1 GW atualmente em operação no estado
- 51 usinas afetadas
- 7% das devoluções nacionais no período

Na prática, isso significa que o RN deixou de expandir sua matriz solar em um ritmo que poderia praticamente dobrar a estrutura existente.

Por que os projetos estão sendo abandonados

A principal razão apontada pelo setor envolve um mecanismo que tem pressionado a viabilidade financeira dos empreendimentos: o Curtailment.

Esse fator ocorre quando há limitação na produção de energia, sem que os geradores recebam compensação pelas perdas — um cenário que compromete diretamente o retorno dos investimentos.

A principal razão apontada pelo setor envolve um mecanismo que tem pressionado a viabilidade financeira dos empreendimentos: o Curtailment.
A principal razão apontada pelo setor envolve um mecanismo que tem pressionado a viabilidade financeira dos empreendimentos: o Curtailment.0,

Outros elementos também pesam na decisão dos investidores:

- Gargalos na transmissão de energia (escoamento)
- Regras regulatórias instáveis
- Insegurança jurídica
- Redução de incentivos ao setor
- Dificuldades operacionais no sistema elétrico
efeito dominó na economia do estado

A saída desses projetos do radar não afeta apenas o setor energético. O impacto se espalha por diferentes áreas da economia, especialmente em um estado que consolidou sua imagem como polo de energias renováveis.

Entre os principais reflexos apontados por especialistas:

  • Menor geração de empregos diretos e indiretos
  • Redução no volume de investimentos produtivos
  • Queda potencial na arrecadação
  • Perda de competitividade frente a outros estados

Além disso, o episódio tende a aumentar a cautela de investidores, principalmente estrangeiros, que avaliam risco regulatório antes de destinar novos recursos.

Mudanças no setor ampliam incerteza

Representantes da área energética também associam o cenário a alterações recentes no ambiente regulatório brasileiro.

Ajustes nas regras do setor elétrico, combinados à redução de subsídios e à falta de previsibilidade jurídica, têm sido determinantes para o recuo de novos projetos.

Um sinal de alerta para o futuro energético

O Rio Grande do Norte construiu protagonismo nacional na geração de energia limpa, especialmente nos segmentos eólico e solar.

A desaceleração observada agora, no entanto, indica um ponto de inflexão que pode comprometer essa trajetória.

Mais do que números, o cancelamento dos projetos revela um ambiente de negócios sob pressão — e coloca em xeque a capacidade do estado de sustentar seu crescimento baseado em fontes renováveis.

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