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RN registra mais de um caso de maus-tratos por dia; veja os dados

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RN registra mais de um caso de maus-tratos por dia; veja os dados  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 21/04/2026, às 09h21



O Rio Grande do Norte registrou 131 casos de maus-tratos a animais nos primeiros três meses de 2024, uma redução em relação ao ano anterior, mas que ainda evidencia a gravidade da situação de violência e abandono no estado.

Natal é a cidade com maior número de ocorrências, seguida por Parnamirim e Mossoró, com os casos mais comuns envolvendo agressões físicas e abandono, além de negligência em cuidados básicos.

Apesar de esforços de conscientização e políticas de proteção animal, o problema persiste, com entidades de acolhimento recebendo muitos animais em situação de vulnerabilidade, e as autoridades recomendam a denúncia formal de casos de maus-tratos.

Resumo gerado por IA

O Rio Grande do Norte registrou 131 casos de maus-tratos contra animais apenas nos três primeiros meses deste ano. Apesar de uma redução de 14,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 153 registros, os números ainda acendem um alerta sobre a violência e o abandono de animais no estado. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED).

Natal concentra a maior parte das ocorrências, com 39 casos registrados entre janeiro e março. Em seguida aparecem Parnamirim e Mossoró, com 9 casos cada, além de Extremoz, com 7, e São Gonçalo do Amarante, também entre os municípios com maior número de registros.

Os casos envolvem diferentes tipos de maus-tratos, mas agressões físicas e abandono continuam entre os mais recorrentes. Situações de negligência, como animais deixados sem água, comida ou em condições inadequadas, também aparecem com frequência.

Mesmo com o aumento da conscientização e de políticas voltadas à proteção animal, o problema ainda está longe de ser controlado. Entidades de acolhimento seguem recebendo um volume significativo de animais em situação de vulnerabilidade, muitos deles com sinais de violência ou doenças.

Além da questão ética, os maus-tratos também têm impacto direto na saúde pública. Parte dos animais resgatados apresenta zoonoses, doenças que podem ser transmitidas para humanos, o que amplia os riscos para a população e reforça a necessidade de atenção ao tema.

Outro desafio é a adoção de animais adultos, que ainda enfrenta resistência. A preferência por filhotes e as limitações financeiras de potenciais adotantes dificultam a saída desses animais dos abrigos, prolongando o tempo de permanência nas instituições.

A orientação das autoridades é que casos de maus-tratos sejam denunciados formalmente. A recomendação é reunir provas, como fotos e vídeos, com cautela, e encaminhar as informações à Polícia Civil ou a órgãos ambientais responsáveis.

Classificação Indicativa: Livre

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