Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 16/10/2026, às 10h21
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) contabilizou 309 vítimas de afogamento no estado entre 1º de janeiro e 12 de outubro de 2026, em 187 ocorrências, das quais 16 tiveram mortes. Diante dos registros, guarda-vidas reforçam orientações para prevenir acidentes, especialmente em praias como Amor, em Pipa, Miami e Redinha, que estão entre as áreas com mais casos.
Antes de entrar na água, a recomendação é procurar um guarda-vidas e perguntar quais trechos oferecem condições mais seguras para o banho. O sargento Vilela, que atua na Praia do Meio, em Natal, orienta que, onde não houver esses profissionais, os visitantes busquem informações com moradores e comerciantes que conheçam o local.
Consultar a tábua de marés também ajuda a planejar o passeio, segundo o tenente Vidal. Ele ressalta que as condições mudam ao longo do dia e que desconhecer as características da praia pode levar o banhista a entrar em uma área perigosa sem perceber.
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Entre os riscos apontados pelos militares estão as correntes de retorno, capazes de arrastar pessoas para longe da areia. Conforme Vilela, elas podem ocorrer perto de arrecifes e nem sempre são fáceis de reconhecer. Em determinados pontos, a água mais esverdeada e a ausência de ondas podem transmitir uma impressão enganosa de tranquilidade.
Vidal explica que há correntes desse tipo nas praias do Amor, Miami e Redinha. A presença desse risco justifica as diversas bandeiras de sinalização distribuídas ao longo da Praia do Amor.
O cabo Félix orienta os frequentadores a respeitar os avisos na areia e seguir as instruções dos guarda-vidas. A distância que deve ser mantida das áreas sinalizadas depende das condições de cada praia.
Os profissionais também recomendam permanecer onde a água não ultrapasse a cintura, evitar o banho sozinho e não consumir bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. Crianças precisam de supervisão constante de um adulto, e mergulhos perto de pedras e arrecifes devem ser evitados pelo risco de ferimentos.
Um episódio ocorrido em agosto deste ano, na Praia do Meio, mostra como as condições podem mudar durante o banho. Duas adolescentes de 13 anos sofreram um princípio de afogamento depois de serem surpreendidas pela elevação da maré e por uma correnteza forte.
Vilela e Félix participaram do atendimento às jovens. O cabo estava de folga na região quando ajudou no resgate, que também contou com outros integrantes do Corpo de Bombeiros.
As adolescentes foram retiradas do mar com vida e levadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após avaliação médica, foram entregues aos responsáveis. O caso teve repercussão nas redes sociais.
Caso seja levado pela corrente, o banhista deve tentar manter a calma e flutuar para poupar energia, orienta Vidal. A recomendação é evitar nadar diretamente contra a força da água e, quando possível, deslocar-se lateralmente para sair do canal da corrente de retorno.
A pessoa também deve sinalizar que precisa de ajuda. O esforço excessivo para enfrentar a correnteza pode provocar exaustão e dificultar a permanência na superfície.
Quem presencia um afogamento deve chamar o socorro e evitar entrar na água sem treinamento e equipamentos adequados. Vilela alerta que uma tentativa de salvamento nessas condições pode colocar outra vida em risco. Em emergências, o Corpo de Bombeiros atende pelo 193, e a Polícia Militar, pelo 190.
Com informações da Tribuna do Norte.
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