Cidades

RN aparece bem no ranking escolar, mas creches e permanência de jovens expõem falhas históricas

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Dados do IBGE revelam avanços na frequência escolar, mas desafios persistem na educação infantil e na continuidade dos estudos  |   BNews RN - Divulgação Foto: Magnus Nascimento
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 03/02/2026, às 15h03



Dados da Síntese de Indicadores Sociais 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Rio Grande do Norte e Natal registraram em 2024 desempenhos semelhantes na frequência escolar, marcados por avanços expressivos na educação obrigatória e déficits persistentes nas creches e na continuidade dos estudos na vida adulta.

No comparativo nacional, estado e capital ocupam a 11ª posição em taxa bruta de frequência escolar e o 4º lugar no Nordeste. O Rio Grande do Norte alcançou 28,4%, enquanto Natal chegou a 29,8%, resultados acima das médias regional, de 28,1%, e nacional, de 27,2%.

Apesar do desempenho positivo no ranking geral, os indicadores revelam contrastes significativos entre faixas etárias, com quase universalização entre crianças e adolescentes e baixos percentuais nos extremos da idade escolar.

Educação básica consolidada

A cobertura escolar no Rio Grande do Norte é praticamente total nas etapas obrigatórias. A frequência atinge 96,4% entre crianças de 4 e 5 anos, 99,8% de 6 a 10 anos, 99,1% no grupo de 11 a 14 anos e 94,8% entre adolescentes de 15 a 17 anos.

Segundo o IBGE, os números confirmam a consolidação do acesso à educação básica no estado, resultado de políticas voltadas à ampliação da matrícula e permanência escolar.

Em Natal, embora os índices também sejam elevados, a pré-escola registra frequência inferior à média estadual, com 90,4% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas.

Creches

A menor cobertura permanece concentrada na faixa etária de 0 a 3 anos. No Rio Grande do Norte, apenas 38,3% das crianças frequentam creches, percentual que evidencia limitações na oferta frente à demanda existente.

Na capital, a situação é semelhante, com frequência de 36,4%, mesmo diante da expansão recente da rede pública municipal de educação infantil.

Para o IBGE, a baixa presença nessa etapa compromete o desenvolvimento educacional futuro e aprofunda desigualdades desde a primeira infância.

Evasão após o ensino médio preocupa

O levantamento também aponta queda expressiva da frequência escolar após a conclusão do ensino médio. No Rio Grande do Norte, apenas 33% dos jovens entre 18 e 24 anos permanecem estudando.

Em Natal, o índice é mais elevado, chegando a 44,8%, mas ainda indica obstáculos no acesso ao ensino superior e na permanência em cursos técnicos e universitários.

Entre adultos com 25 anos ou mais, a taxa de frequência escolar recua para 5,2%, reforçando o desafio de ampliar políticas de educação ao longo da vida.

Metas próximas, desafios persistentes

O estudo conclui que os dados de 2024 mostram avanço significativo na escolarização obrigatória no Rio Grande do Norte e em Natal, aproximando-se da universalização entre 4 e 17 anos.

Entretanto, conforme o IBGE, a baixa frequência entre crianças de 0 a 3 anos e entre jovens e adultos evidencia entraves para o cumprimento integral das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 4 e do Plano Nacional de Educação (PNE).

Classificação Indicativa: Livre

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