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Ribeira entra no centro de projeto bilionário de revitalização em Natal

Foto: José Aldenir
Ribeira entra no centro de projeto bilionário de revitalização em Natal  |   BNews RN - Divulgação Foto: José Aldenir
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 16/05/2026, às 08h32



A Prefeitura do Natal planeja a instalação de um centro administrativo na Ribeira, parte de um projeto de reocupação do Centro Histórico, que pode gerar R$ 1,2 bilhão em investimentos e revitalizar a circulação de pessoas e atividades econômicas na região.

O vereador Fúlvio Saulo destacou que o projeto visa não apenas transferir órgãos públicos, mas também criar uma nova dinâmica urbana que integre administração, cultura, moradia e turismo, visando estimular o comércio e melhorar a segurança local.

Além do centro administrativo, estão em discussão outras intervenções, como a revitalização da Travessa Pax e a reabertura do Museu da Cultura Popular, com o apoio do Iphan, que agora demonstra maior abertura ao diálogo sobre o desenvolvimento da Ribeira.

Resumo gerado por IA

A Prefeitura do Natal deve avançar nos estudos para instalar um centro administrativo municipal na Ribeira, dentro de um plano mais amplo de reocupação do Centro Histórico da capital. A proposta pode movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos e faz parte de um projeto que busca devolver circulação de pessoas, serviços e atividades econômicas à Ribeira e à Cidade Alta.

A informação foi destacada pelo vereador Fúlvio Saulo durante entrevista ao programa Meio-dia na Mix. Segundo ele, o prazo do edital para empresas interessadas em realizar o estudo de viabilidade se encerrava nesta sexta-feira (15).

O levantamento deverá apontar condições para implantação do centro administrativo e mapear potenciais de ocupação, geração de empregos e novos usos para a região.

Projeto vai além da transferência de secretarias

Segundo o vereador, a proposta não se resume à mudança de órgãos públicos para a Ribeira. A ideia é criar uma nova dinâmica urbana para os bairros históricos da capital, reunindo administração pública, cultura, moradia, turismo e serviços.

Na avaliação de Fúlvio, a presença de servidores, visitantes e usuários pode estimular restaurantes, comércio, serviços e melhorar a sensação de segurança na região.

Recuperação histórica

O vereador afirmou que a Ribeira e a Cidade Alta enfrentam décadas de esvaziamento e abandono. Para ele, cabe ao poder público liderar o processo de recuperação.

Ele citou como sinais iniciais dessa retomada a instalação da Secretaria de Turismo, da Vice-Prefeitura e a articulação para levar mais estruturas administrativas para o bairro.

Outras intervenções

Além do centro administrativo, o grupo de trabalho da Ribeira discute outras ações para fortalecer a ocupação da região.

Entre elas está a tentativa de revitalizar a Travessa Pax, rua de pedra localizada em frente à Funcarte. A proposta é transformar o espaço em área cultural voltada para pedestres.

Outra pauta defendida é a reabertura do Museu da Cultura Popular, instalado na antiga rodoviária da Ribeira. Segundo Fúlvio, parte da estrutura já está pronta, mas ainda faltam ajustes para o funcionamento completo do espaço.

O vereador também afirmou que existem discussões para reorganizar os quiosques da parte inferior do prédio, com a proposta de reduzir o número de unidades e criar estruturas mais permanentes, como restaurantes e espaços culturais.

Diálogo com o Iphan

Durante a entrevista, Fúlvio também comentou a relação com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo ele, o órgão historicamente foi visto como um entrave para intervenções na Ribeira, mas atualmente existe maior abertura ao diálogo.

Ainda assim, defendeu que preservar o patrimônio histórico não pode impedir a ocupação dos imóveis e o desenvolvimento da região.

O grupo de trabalho responsável pelas discussões é coordenado pela vice-prefeita Joanna Guerra e reúne representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal. Segundo Fúlvio, o objetivo é reunir dados sobre estruturas, vagas de estacionamento, número de servidores e necessidades das secretarias para subsidiar o estudo técnico.

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