Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 18/08/2026, às 07h09
Professores e educadores infantis da rede municipal de Natal decidiram manter a greve por tempo indeterminado durante uma assembleia realizada nesta segunda-feira (17), mesmo após a Justiça determinar a suspensão da paralisação e o retorno dos profissionais às atividades. A decisão judicial também prevê multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE-RN) caso a entidade promova ou incentive o movimento.
A assembleia ocorreu no auditório do SINTE-RN e contou com a participação da assessoria jurídica da entidade. Os advogados apresentaram esclarecimentos sobre a decisão liminar e orientaram os trabalhadores sobre os próximos passos da mobilização.
Segundo o sindicato, a categoria tem cumprido os requisitos relacionados às atividades consideradas essenciais. A assessoria jurídica também defendeu a legitimidade das reivindicações que levaram os profissionais a iniciar a greve.
O Sindicato dos Trabalhadores informou que assumirá o pagamento da multa estabelecida pela decisão judicial. Mesmo diante da penalidade, os trabalhadores aprovaram a continuidade da paralisação durante a assembleia.
Após a reunião, professores e educadores infantis realizaram uma caminhada até a sede da Prefeitura do Natal. A manifestação deu sequência à mobilização da categoria em defesa da educação pública municipal.
Os profissionais também aprovaram novas ações para os próximos dias. Entre elas está a realização de um ato público nesta terça-feira (18), a partir das 8h, em frente à Prefeitura do Natal.
Além do protesto, os trabalhadores decidiram solicitar uma audiência com o desembargador responsável pelo processo. A intenção é buscar uma possibilidade de conciliação entre a categoria e a administração municipal.
O SINTE-RN também pretende apresentar uma resposta judicial à decisão que determinou a suspensão da greve e o retorno dos profissionais às atividades.
Entre as principais reivindicações estão a valorização profissional, a isonomia salarial, a criação de uma carreira única e considerada justa pela categoria, além de melhorias na estrutura das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Os educadores também cobram melhores condições para o funcionamento da rede pública municipal. “Que possamos seguir firmes na luta e fazer a defesa da profissão”, afirmou a coordenação do sindicato.
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