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Prefeitura lista quatro desafios para melhorar a engorda de Ponta Negra; veja o que está sendo feito

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Em série de reportagens do BNews Natal, secretário do Meio Ambiente e Urbanismo de Natal apresenta explicações técnicas sobre a eficácia da engorda  |   BNews RN - Divulgação Live Cam Natal
Anderson Barbosa

por Anderson Barbosa

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Publicado em 03/05/2026, às 06h00



"Muita gente acha que o município está defendendo a obra de forma cega, que não vê nenhum problema. Não, pelo contrário. Reconhecemos pelo menos quatro grandes desafios".

As palavras são de Thiago Mesquita, secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (SEMURB), ao admitir que a Prefeitura de Natal precisa melhorar a engorda de Ponta Negra, de modo que a população possa usufruir ao máximo da praia, como resultado da total eficácia da intervenção.

Veja também: Secretário revela bastidores, rebate críticas e demonstra eficácia da engorda de Ponta Negra

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Ao BNews Natal, além de revelar as principais batalhas, o secretário também abordou temas polêmicos que envolvem a engorda de Ponta Negra, especialmente críticas que vieram à tona juntamente com as chuvas que caíram sobre a capital potiguar nos últimos dias. 

Praia de Ponta Negra é um dos principais cartões-postais de Natal / Foto: Camille Melo / SEMURB
Praia de Ponta Negra é um dos principais cartões-postais de Natal / Foto: Camille Melo / SEMURB

O detalhamento resultou em uma série de reportagens acerca do tema. Na primeira matéria, publicada na sexta-feira (01), Mesquita explicou o processo de licenciamento ambiental e negou ter havido invasão ao prédio do IDEMA. Ele também disse que não houve qualquer tentativa de pressão para que o órgão acelerasse a liberação das licenças ambientais exigidas para o início das obras.

Na segunda matéria, publicada no sábado (02), foi a vez de o secretário defender a eficácia dos chamados “espelhos d’água”, que têm surgido na faixa de areia. Ele falou também da qualidade dos sedimentos retirados do fundo do mar para a execução da engorda.

A engorda de Ponta Negra

A engorda da praia de Ponta Negra — obra que custou aproximadamente R$ 100 milhões em recursos federais e municipais — cobriu cerca de 4 km de orla, do Morro do Careca até o início da Via Costeira.

Ao todo, foram utilizados mais de 1 milhão de metros cúbicos de sedimentos, retirados de uma jazida localizada no fundo do mar, a cerca de 10 km de distância da costa. A intervenção aumentou a faixa de areia da praia em aproximadamente 100 metros na maré baixa e 50 metros na maré cheia.

Rodolitos na areia, barreira no quebra mar, cor da areia e espelhos d'água são aspectos que precisam melhorar

Como o secretário adiantou, são quatro os grandes desafios que a Prefeitura de Natal precisa vencer.

"O primeiro são aqueles rodolitos na areia, que ainda continuam uma parte lá. Já melhorou muito com a limpeza mecanizada. Nós vamos intensificar ainda mais a limpeza mecanizada, mas já houve um avanço em relação à presença daqueles materiais calcários que vieram da jazida do fundo do mar, que é normal e é encontrado em qualquer jazida, e que nós já avançamos muito", afirmou.

Limpeza dos rodolitos na engorda da praia de Ponta Negra / Foto: Semurb/Camile Mello
Limpeza dos rodolitos na engorda da praia de Ponta Negra / Foto: Semurb/Camile Mello

Rodolitos são algas calcárias esbranquiçadas que parecem pedras. Eles surgiram na areia da praia de Ponta Negra como consequência da engorda. O material é oriundo do fundo do mar e causa incômodo aos banhistas. Desde fevereiro do ano passado que a Prefeitura de Natal vem realizando uma limpeza mecanizada para remover os rodolitos da areia, especialmente próximo ao Morro do Careca.

"O segundo aspecto é a entrada e saída da água. A DTA Engenharia, quando executou a obra, o projeto executivo assim previsto, licenciado pelo IDEMA, você tinha que colocar uma berma, uma proteção, um talude, uma barreira de 3.05 metros de altura, próximo onde o mar quebra, para poder garantir ali a eficiência do aterro hidráulico por anos. Então, obviamente, a entrada e saída do mar, ela requer mais cuidado do que anteriormente. Isso tem sido suavizado cada vez mais. Quanto mais se passa o tempo, mais vai se normalizando, como já está bem normalizado próximo ao Morro do Careca, próximo à área dos hotéis. Então, isso também foi um desafio que está acontecendo", destacou. 

Com o processo de evaporação natural, o sol sobre a areia, vai acontecendo uma normalização da cor da areia / Foto: José Aldenir
Com o processo de evaporação natural, o sol sobre a areia, vai acontecendo uma normalização da cor da areia / Foto: José Aldenir

O terceiro aspecto, ainda de acordo com Mesquita, é a cor da areia. Segundo ele, muita gente fala que a areia da praia está mais escura, que é uma areia suja. "A areia nem tá suja nem escura. A areia é branquinha, como era a areia da praia antes. A areia atual estava há milhares de anos no fundo do mar, em uma jazida profunda e com muita umidade. Quando estava sendo feita a engorda, havia um volume de água junto com areia. Então, quanto mais passa o tempo, quanto mais acontece o processo de evaporação natural, o sol sobre a areia, vai acontecendo uma normalização da cor da areia", afirmou. 

E o quarto aspecto? "São os espelhos d'água. Por mais que seja uma solução de engenharia, por mais que tenha melhorado demais a requalificação da drenagem, evitando a descida acelerada da água e o arrasto do material, por mais que a capacidade de infiltração seja rápida, em grande parte, em menos de 24 horas, o município está trabalhando para melhorar ainda mais a drenagem e ampliar a capacidade de retenção de água antes de ela chegar no aterro hidráulico", explicou. 

Imagens gravadas pelo perfil Live Cam Natal, na quinta-feira passada, dia 30, mostram que os trabalhos seguem na praia para diminuir os espelhos d'água que se formam na faixa de areia
Imagens gravadas pelo perfil Live Cam Natal, na quinta-feira passada, dia 30, mostram que os trabalhos seguem na praia para diminuir os espelhos d'água que se formam na faixa de areia

"Isso vai fazer com que esses espelhos de água sejam cada vez menores e que sejam cada vez menos extensos para melhorar ainda mais esse processo social, visual, de quando chove em Ponta Negra", acrescentou o secretário.

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