Cidades
O voo direto de Natal para Lisboa, que facilita a viagem de potiguares à Europa, enfrenta sérios problemas com longas esperas no controle de passaportes, chegando a quase oito horas, o que tem gerado caos e descontentamento entre os passageiros.
Viajantes de diversas nacionalidades relataram experiências semelhantes, com filas que ultrapassam seis horas e críticas severas à falta de assistência, especialmente para idosos e crianças, durante a espera na imigração.
As autoridades portuguesas reconheceram falhas na implementação de um novo sistema de controle de entradas e saídas, que utiliza registros digitais e biométricos, e afirmaram que estão trabalhando para corrigir os problemas e melhorar a experiência dos passageiros.
O voo diário que sai de Natal para Lisboa, capital de Portugal, é um facilitador para norteriograndenses chegarem de maneira direta e rápida na Europa; o percurso dura em média 7 horas.
Mas a tranquilidade está dando lugar aos caos nos últimos dias. Cidadãos potiguares relataram momentos de desgaste extremo ao passar pelo controle de passaportes no Aeroporto de Lisboa.
Segundo os depoimentos enviados para imprensa, a espera chegou a quase oito horas após o desembarque na capital portuguesa, em um cenário descrito como caótico, desorganizado e sem orientações claras aos viajantes.
Os relatos apontam que as filas avançavam lentamente, sem divisão adequada por nacionalidade ou prioridade, enquanto passageiros permaneciam longos períodos em pé, sem acesso facilitado a água, alimentação ou banheiros.
Gastamos mais tempo na fila esperando pela imigração do que no trajeto inteiro do voo; um absurdo enorme isso", relata uma passageira que prefeire não se identificar.
Filas de até seis horas e denúncias de tratamento “desumano”
Além dos potiguares, viajantes de diferentes países usaram as redes sociais para relatar experiências semelhantes. Em diversas publicações, o tempo de espera na imigração teria ultrapassado sete horas, com críticas duras à condução do processo.
Termos como “escárnio” e “desumano” foram usados para definir a situação. Segundo os passageiros, idosos, crianças e famílias inteiras ficaram retidos por horas, sem qualquer tipo de assistência adequada enquanto aguardavam a liberação para entrada no país.
Novo sistema de controle europeu estaria causando lentidão
As reclamações surgem em meio à implementação de um novo modelo europeu de controle de entradas e saídas, que substituiu o tradicional carimbo manual no passaporte por registros digitais e biométricos.
De acordo com os viajantes, a adaptação ao sistema teria provocado falhas operacionais, lentidão no atendimento e acúmulo de passageiros nas áreas de imigração, especialmente em horários de pico e em voos internacionais com grande fluxo.
Autoridades admitem falhas e prometem ajustes
Autoridades portuguesas já reconheceram problemas no processo inicial de implantação e afirmam que estão trabalhando para reduzir o tempo de espera.
O objetivo, segundo os órgãos responsáveis, é corrigir gargalos operacionais e minimizar os impactos negativos na experiência dos passageiros — e também na imagem internacional do principal aeroporto do país.
Como funciona o novo procedimento com passaporte digital na Europa
- O sistema substitui o carimbo manual por um registro eletrônico de entrada e saída
- Passageiros têm dados biométricos coletados, como impressões digitais e imagem facial
- As informações ficam armazenadas em um banco de dados europeu unificado
- O controle registra automaticamente tempo de permanência no Espaço Schengen
- Na fase inicial, falhas técnicas e adaptação das equipes podem causar lentidão
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