Cidades
por Lavínia Manso
Publicado em 30/10/2026, às 06h36
A Petrobras identificou petróleo em uma terceira área do poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, durante os trabalhos de exploração em águas ultraprofundas. A descoberta integra a busca da companhia por novas reservas de petróleo e gás e reforça, segundo a empresa, as perspectivas sobre o potencial da Margem Equatorial.
O poço está localizado no bloco FZA-M-59, em um trecho onde a distância entre a superfície do mar e o fundo do oceano é de 2.886 metros. As duas descobertas anteriores no mesmo poço foram anunciadas em agosto e no início de outubro deste ano.
Com a perfuração concluída, a próxima etapa será finalizar as atividades no local e transferir a sonda para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte. O equipamento será utilizado na perfuração de outro poço, na área denominada Mãe de Ouro.
Além de encerrar a perfuração do Morpho, a Petrobras terminou a coleta de informações sobre as rochas da região. Esses dados ajudam a avaliar a presença de petróleo e as características das formações encontradas.
Agora, a companhia realizará o fechamento do poço, procedimento conhecido no setor como abandono. Depois da conclusão dessa etapa, a sonda poderá seguir para os trabalhos na Bacia Potiguar.
A exploração do bloco FZA-M-59 faz parte da estratégia da estatal para recompor suas reservas. A empresa busca identificar novas áreas com petróleo e gás para contribuir com o atendimento à demanda energética brasileira.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os resultados das três descobertas aumentam a confiança da companhia no potencial da Margem Equatorial, faixa da costa brasileira próxima à linha do Equador.
Chambriard atribuiu os avanços à dedicação das equipes e ao foco da empresa na obtenção de resultados. A nova identificação de petróleo se soma às ocorrências já anunciadas neste ano no Morpho.
A dirigente também destacou o desempenho operacional da Petrobras no terceiro trimestre. Os resultados referentes ao período foram divulgados no dia (29).
A operação na região também foi marcada por um incidente ambiental. Em fevereiro deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pela descarga de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa no mar.
O vazamento ocorreu em (04/01), na instalação Navio Sonda 42 (NS-42), que atuava no mesmo local da descoberta. O episódio aconteceu 75 dias após a autorização do Ibama para explorar a região. A substância continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático.
Na ocasião, a Petrobras informou que suspendeu a perfuração ao detectar perda de fluido em duas linhas auxiliares, tubulações que conectam o navio-sonda ao poço. Segundo a companhia, o vazamento foi contido imediatamente, e as estruturas foram levadas à superfície para avaliação e reparo.
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