Cidades
Moradores de Angicos relataram mal-estar após consumir peixe da espécie bonito distribuído pela prefeitura, com sintomas como dor de cabeça, vermelhidão e taquicardia, gerando preocupação sobre a qualidade do alimento.
Cerca de 3 mil quilos de peixe foram entregues, e sete pessoas buscaram atendimento médico devido a reações adversas, levando a população a questionar a segurança alimentar da distribuição.
A prefeitura acionou o fornecedor do pescado, que garantiu a regularidade do produto, enquanto as investigações continuam para determinar a relação entre os sintomas e o consumo do peixe.
Moradores de Angicos relataram sintomas de mal-estar após consumirem peixe distribuído pela prefeitura durante a Semana Santa.
O alimento entregue à população é da espécie conhecida como bonito.
Os relatos começaram a ganhar repercussão nas redes sociais, com moradores descrevendo reações adversas após ingerir o pescado.
Sintomas incluem dor de cabeça, vermelhidão e taquicardia
Entre os depoimentos, uma moradora afirmou ter apresentado sintomas como:
Principais sintomas relatados:
- Dor de cabeça intensa
- Vermelhidão nos olhos e na pele
- Aceleração dos batimentos cardíacos
As manifestações levantaram preocupação entre a população sobre a qualidade do alimento distribuído.
Prefeitura confirma atendimentos e aciona fornecedor
De acordo com a Prefeitura de Angicos, aproximadamente 3 mil quilos de peixe foram distribuídos à população durante a ação.
O município informou ainda que sete pessoas procuraram atendimento médico com queixas associadas ao consumo do pescado.
Em nota, a gestão municipal afirmou que acionou a empresa responsável pelo fornecimento, que apresentou esclarecimentos considerados satisfatórios, garantindo o cumprimento das exigências necessárias para a distribuição.
A prefeitura também destacou o compromisso com a transparência e com a segurança alimentar da população.
Empresa afirma que produto veio de fornecedor regularizado
A empresa responsável pela aquisição do peixe informou que o produto foi comprado de um fornecedor regularizado, com documentação fiscal adequada.
Posicionamento da empresa:
- Produto adquirido de fornecedor legalizado
- Transporte realizado em veículo refrigerado
- Entrega feita diretamente no local indicado pela prefeitura
- Empresa não realizou armazenamento do pescado
Segundo a companhia, o fornecedor foi formalmente notificado para prestar esclarecimentos sobre a procedência e qualidade do produto.
Caso segue sob apuração
A empresa afirmou que continua colaborando com as investigações e reforçou o compromisso com a legalidade e a transparência.
Enquanto isso, os relatos seguem sendo monitorados, e o caso deve passar por apuração para identificar se há relação direta entre os sintomas apresentados e o consumo do peixe distribuído.
Por que é tradição distribuir peixe na Semana Santa?
A distribuição de peixe durante a Semana Santa tem origem na tradição cristã, especialmente ligada à Sexta-feira Santa, data que relembra a crucificação de Jesus Cristo.
Nesse período, muitos fiéis adotam a prática de não consumir carne vermelha como forma de respeito, penitência e reflexão religiosa.
O peixe, nesse contexto, surge como principal alternativa alimentar, por não ser considerado “carne proibida” dentro da tradição católica. Além do aspecto religioso, a prática também ganhou caráter social ao longo dos anos.
Em diversas cidades brasileiras, incluindo municípios do Nordeste, a distribuição gratuita de peixe por prefeituras se tornou uma política pública recorrente.
A ação busca garantir que famílias em situação de vulnerabilidade também possam manter a tradição, assegurando alimento na mesa durante o período religioso.
Assim, a iniciativa reúne dois elementos centrais: o respeito à cultura e à fé da população e o apoio social em um momento simbólico do calendário cristão.
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