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Natal está entre as cidades brasileiras com maior valorização no mercado imobiliário. Dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial apontam que a capital potiguar registrou alta de 9,44% no preço médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses, desempenho que coloca o município na quarta posição do ranking nacional entre as 56 cidades pesquisadas.
Somente em junho, o valor dos imóveis em Natal avançou 0,36%. No acumulado de 2026, a valorização já chega a 5,03%, a sexta maior do país. O crescimento acompanha o aumento da procura por imóveis residenciais, especialmente apartamentos compactos, considerados hoje os mais buscados pelos consumidores.
Apesar do avanço expressivo nos preços, o valor médio do metro quadrado em Natal continua abaixo da média nacional. Enquanto o metro quadrado na capital potiguar custa, em média, R$ 6.421, o índice nacional fechou junho em R$ 9.853 por metro quadrado.
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Os bairros da Zona Sul seguem liderando os preços mais altos da cidade. Capim Macio mantém o metro quadrado mais caro de Natal, avaliado em R$ 7.674. Já entre os bairros que mais valorizaram no último ano, Barro Vermelho aparece na liderança, com alta de 19,1%, seguido por Lagoa Nova, com 15,2%, e Capim Macio, que registrou valorização de 13,5%.
Segundo o diretor-secretário do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Moisés Marinho, a procura também começa a crescer em regiões como o Planalto, impulsionada pelos preços mais elevados das áreas tradicionais da cidade.
De acordo com o dirigente, cerca de 70% das negociações atualmente são destinadas à compra da casa própria. Os investidores representam uma parcela menor do mercado e concentram o interesse em imóveis adquiridos ainda na planta, apostando na valorização até a entrega dos empreendimentos.
O presidente do Sindicato da Habitação do Rio Grande do Norte (Secovi-RN), Renato Gomes, afirma que a procura por imóveis compactos deve continuar em alta devido às mudanças no perfil das famílias brasileiras, com aumento de pessoas morando sozinhas, casais sem filhos e consumidores que priorizam localização e mobilidade.
Para o setor, o cenário também é favorecido pelo crescimento das atividades de serviços, turismo, saúde e educação na capital, além da boa rentabilidade do mercado de locação. A expectativa é de que fatores como acesso ao crédito, taxas de juros e novos lançamentos sejam determinantes para o desempenho do mercado imobiliário potiguar no segundo semestre de 2026.
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