Cidades
As obras de ampliação e modernização do Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, entraram em ritmo acelerado, trazendo uma nova perspectiva para a economia do Oeste potiguar. Conduzida pela Infraero, a reforma conta com investimentos de até R$ 80 milhões e promete transformar o terminal em um hub logístico estratégico, capaz de operar aeronaves de grande porte como o Boeing 737 e o Airbus A320.
Para a classe produtiva da região, a principal expectativa vai além do transporte de passageiros: o foco está na fruticultura irrigada. Atualmente, cerca de US$ 10 milhões em frutas produzidas no Rio Grande do Norte são exportados mensalmente via Aeroporto de Fortaleza. Com a estrutura modernizada e a possibilidade de voos cargueiros em Mossoró, o estado passaria a reter essa movimentação econômica, reduzindo custos logísticos para os produtores locais.
O presidente da CDL Mossoró, Damásio Leite, destaca que a agilidade aérea é vital para frutas sensíveis, como o mamão.
"Seria fundamental que o RN tivesse voos cargueiros ou mistos com destino à Europa diretamente por Mossoró", afirmou o dirigente, revelando que empresários estão dispostos a negociar pessoalmente com companhias aéreas em São Paulo para consolidar essas rotas.
Enquanto o setor de cargas é planejado, os passageiros já têm data para comemorar. O Governo do Estado confirmou o retorno dos voos da Azul ligando Mossoró ao hub de Recife (PE) ainda no segundo semestre deste ano. A operação inicial contará com dois voos semanais, permitindo conexões para mais de 70 destinos. O novo terminal será totalmente climatizado, com esteiras de bagagem e capacidade para atender até 300 passageiros simultaneamente.
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