Cidades
As microempresas no Rio Grande do Norte lideram a criação de empregos formais, mesmo com a desaceleração do mercado de trabalho, gerando 5.009 novas vagas entre janeiro e abril de 2026, enquanto outros setores enfrentam perdas significativas.
Enquanto as pequenas empresas fecharam com um saldo negativo de 133 vagas e as médias e grandes empresas perderam 3.005 e 1.629 postos, respectivamente, o desempenho das microempresas destaca sua importância na economia local em tempos de contração.
Apesar do saldo negativo de 156 vagas em abril, o acumulado do ano é positivo, impulsionado pelo crescimento das microempresas, com Natal se destacando na geração de empregos formais, seguida por outros municípios como Açu e São Gonçalo do Amarante.
Mesmo diante da desaceleração do mercado de trabalho no Rio Grande do Norte, as microempresas continuam liderando a criação de empregos formais no estado. Dados do Boletim do Emprego, divulgado pelo Sebrae-RN com base nas informações do Novo Caged, mostram que os pequenos negócios foram os principais responsáveis pelo saldo positivo de vagas nos primeiros meses de 2026.
Entre janeiro e abril, as microempresas abriram 5.009 novos postos de trabalho com carteira assinada no estado. O resultado contrasta com o desempenho registrado por empresas de outros portes no mesmo período.
Segundo o levantamento, as pequenas empresas fecharam o quadrimestre com saldo negativo de 133 vagas. Já as médias empresas tiveram retração de 3.005 empregos formais, enquanto as grandes empresas encerraram o período com menos 1.629 postos de trabalho.
Os números reforçam o peso dos pequenos negócios na economia potiguar, principalmente em um cenário de redução no ritmo de contratações.
Somente no mês de abril, o Rio Grande do Norte registrou 20.089 admissões contra 20.245 desligamentos, o que resultou em saldo negativo de 156 vagas formais.
Apesar do resultado mensal, o acumulado do ano mantém desempenho positivo graças ao avanço das microempresas, segmento que concentra grande parte dos estabelecimentos comerciais e empresariais do estado.
O levantamento também aponta diferenças no comportamento do mercado de trabalho entre os municípios potiguares.
Natal liderou a geração de empregos formais em abril, com saldo positivo de 215 vagas. Em seguida aparecem Açu, com 109 novos postos, São Gonçalo do Amarante, com 90, Currais Novos, com 84, e Pau dos Ferros, com saldo de 79 empregos criados.
Os dados integram o monitoramento realizado pelo Sebrae-RN sobre o desempenho do mercado formal de trabalho e o impacto dos pequenos negócios na economia estadual.
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