Cidades
O Rio Grande do Norte registrou um déficit de US$ 3,8 milhões na balança comercial em maio de 2026, após quase dois anos de superávit, devido a uma queda acentuada nas exportações, que despencaram mais da metade em relação ao ano anterior.
As exportações totalizaram US$ 37,9 milhões, com o ouro sendo o principal produto, enquanto as importações alcançaram US$ 41,7 milhões, destacando-se os combustíveis com um aumento superior a 100% em comparação ao ano passado.
Apesar do resultado negativo em maio, o estado mantém um superávit acumulado de US$ 277,7 milhões de janeiro a maio de 2026, enquanto a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 8 bilhões no mesmo mês.
Depois de quase dois anos com saldo positivo nas transações internacionais, o Rio Grande do Norte encerrou o mês de maio de 2026 com déficit na balança comercial. O resultado negativo foi impulsionado pela forte redução nas exportações potiguares, que caíram mais da metade em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o estado exportou US$ 37,9 milhões em maio deste ano, enquanto as importações chegaram a US$ 41,7 milhões. Com isso, o saldo ficou negativo em US$ 3,8 milhões.
Em maio de 2025, o cenário era diferente: o RN havia registrado superávit de US$ 39,6 milhões, resultado de exportações que alcançaram US$ 77,4 milhões. A diferença representa uma piora superior a US$ 43 milhões no comparativo anual.
O principal produto exportado pelo estado foi o ouro, responsável por US$ 17,3 milhões das vendas externas, o equivalente a quase metade do total exportado. Também apareceram entre os destaques frutas, nozes e minerais em estado bruto.
Entre os destinos internacionais, o Canadá liderou as compras de produtos potiguares, movimentando US$ 13,6 milhões. Já os Estados Unidos reduziram significativamente as importações vindas do Rio Grande do Norte. A queda foi de 87,2% em relação ao mesmo período do ano passado, o que representou cerca de US$ 26 milhões a menos nas compras norte-americanas.
Do lado das importações, os combustíveis lideraram as aquisições feitas pelo estado. O setor movimentou US$ 14,1 milhões e registrou crescimento superior a 100% em comparação com maio de 2025.
Os principais países fornecedores do RN foram Holanda, Argentina e China.
Apesar do resultado negativo em maio, o desempenho acumulado de 2026 segue positivo. Entre janeiro e maio, o estado exportou US$ 481,3 milhões e importou US$ 203,7 milhões, mantendo superávit de US$ 277,7 milhões.
Enquanto o RN fechou o mês no vermelho, a balança comercial brasileira terminou maio com superávit de US$ 8 bilhões.
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