Cidades

Médicos cobram regularização de pagamentos e podem suspender atendimentos

Foto: José Aldenir / Agora RN
Médicos cobram regularização de pagamentos e podem suspender atendimentos não urgentes no RN  |   BNews RN - Divulgação Foto: José Aldenir / Agora RN

Publicado em 28/03/2026, às 14h31   Mayane Lins



Médicos do Rio Grande do Norte planejam suspender atividades não urgentes a partir da próxima semana devido a atrasos salariais, com prazo até segunda-feira para regularização. A paralisação parcial pode afetar o atendimento à população se a situação não for resolvida.

Os profissionais relatam que os atrasos nos pagamentos se intensificaram, com a última remuneração recebida referente a setembro de 2025, enquanto outros setores já receberam os valores de outubro. A situação tem impactado a rotina de trabalho e a qualidade do atendimento.

O Sindicato dos Médicos já discutiu a questão com autoridades de saúde e obteve um acordo para quitação dos débitos em até 120 dias, mas esse compromisso não foi cumprido. A possível paralisação afetará atendimentos eletivos, mas serviços essenciais continuarão funcionando, sem resposta oficial sobre a regularização dos pagamentos.

Resumo gerado por IA

Médicos que atuam na rede de saúde do Rio Grande do Norte podem suspender atividades que não sejam consideradas de urgência a partir da próxima semana. A possibilidade foi discutida em assembleia convocada em caráter emergencial pelo Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), após relatos recorrentes de atrasos salariais. De acordo com a entidade, a categoria estabeleceu prazo até a segunda-feira (30) para que a situação seja regularizada. Caso contrário, poderá haver paralisação parcial dos serviços.

Segundo o sindicato, os profissionais afirmam que os atrasos vêm se repetindo e se agravando nos últimos meses, afetando diretamente a rotina de trabalho e o atendimento à população. A última remuneração recebida corresponde ao mês de setembro de 2025. Já os valores referentes a outubro do mesmo ano seguem em aberto, enquanto outros setores da saúde já teriam recebido pagamentos relativos ao mesmo período.

O Sinmed informou ainda que a situação já foi discutida em reuniões anteriores com representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), das secretarias estadual e municipal de saúde, além de empresas terceirizadas responsáveis pela contratação dos médicos. Os encontros contaram com mediação do Judiciário e resultaram em um acordo que estabelecia prazo máximo de até 120 dias para a quitação de débitos salariais.

No entanto, segundo o sindicato, o compromisso não vem sendo cumprido. A entidade avalia que o cenário se agravou nos últimos meses e afirma que segue acompanhando a mobilização da categoria. O objetivo, de acordo com o Sinmed, é garantir a regularidade dos pagamentos e evitar prejuízos ainda maiores ao funcionamento dos serviços de saúde.

A possível paralisação, caso confirmada, deve atingir apenas atendimentos eletivos e não urgentes, mantendo o funcionamento de serviços essenciais. Ainda assim, a medida pode impactar a rede pública, principalmente em unidades que já operam com demanda elevada. Até o momento, não houve posicionamento oficial dos órgãos responsáveis sobre a regularização dos pagamentos dentro do prazo estabelecido pela categoria.

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