Cidades

Mãe de Isabella Nardoni pede volta de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá à prisão

Foto: Reprodução/ Redes Socias
Mãe de Isabella Nardoni pede volta de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá à prisão.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução/ Redes Socias
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

[email protected]

Publicado em 30/08/2026, às 11h03



A vereadora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, pediu nas redes sociais que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá retornem ao regime fechado, enquanto o STJ analisa um recurso sobre o cumprimento das condições de liberdade deles após a progressão de regime.

Isabella, que tinha 5 anos, foi morta em 2008, e a manifestação da vereadora ocorre em meio a questionamentos sobre a rotina de Nardoni e Jatobá, levantados pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ sobre possíveis descumprimentos das condições judiciais.

O recurso está sendo analisado pela Quinta Turma do STJ, com julgamento virtual previsto até 2 de outubro, enquanto Alexandre e Jatobá cumprem pena em regime aberto, após progressões de regime baseadas em comportamento e trabalho durante a prisão.

Resumo gerado por IA

A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, publicou um vídeo nas redes sociais pedindo que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltem ao regime fechado. A manifestação ocorre enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa um recurso que questiona o cumprimento das condições impostas ao pai e à madrasta da menina após a progressão de regime.

No vídeo publicado na sexta-feira (28), Ana Carolina desabafou sobre o crime e afirmou torcer para que os dois retornem à prisão. Isabella tinha 5 anos quando foi morta, em março de 2008, após ser arremessada da janela do sexto andar do prédio onde Alexandre e Jatobá moravam, na Zona Norte da capital paulista.

“Torço para que esses dois voltem para a cadeia, de onde eles nunca deveriam ter saído”, afirmou a mãe. “É muita dor.”

Veja o depoimento de Ana Carolina: 

STJ analisa pedido

O recurso começou a ser analisado pela Quinta Turma do STJ na quinta-feira (27) e o julgamento virtual está previsto para seguir até quarta-feira (2). O relator é o ministro Ribeiro Dantas.

A ação foi apresentada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, que aponta supostos descumprimentos das condições estabelecidas pela Justiça para o cumprimento das penas fora do regime fechado.

Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre a rotina profissional de Alexandre Nardoni, sua circulação em horários que, segundo a entidade, não seriam permitidos e dúvidas relacionadas ao endereço informado ao Judiciário.

O recurso também apresenta relatos de moradores de Santana, na Zona Norte de São Paulo, e de Barueri, na Região Metropolitana, sobre a circulação de Nardoni e Jatobá nessas localidades.

As alegações apresentadas pela associação ainda estão sob análise da Justiça e não significam, por si só, que houve descumprimento das condições impostas aos condenados.

Alexandre e Jatobá cumprem pena em regime aberto

Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos de prisão pela participação na morte de Isabella. Depois de cumprir parte da pena na Penitenciária Feminina I “Santa Maria Eufrásia Pelletier”, em Tremembé, ela progrediu para o regime semiaberto em 2017.

Na época, a progressão considerou requisitos previstos para o benefício, incluindo o comportamento durante o cumprimento da pena e o trabalho realizado como costureira na unidade prisional. Desde 2023, Jatobá cumpre a pena em regime aberto.

Alexandre Nardoni, pai de Isabella, foi condenado a 31 anos de prisão. Ele cumpriu parte da pena na Penitenciária II “Doutor José Augusto César Salgado”, também em Tremembé. A progressão para o semiaberto ocorreu em 2019 e, em 2024, ele passou ao regime aberto.

Crime aconteceu em 2008

Isabella Nardoni morreu em 29 de março de 2008. A menina foi arremessada da janela do apartamento onde o pai e a madrasta viviam, no sexto andar de um edifício na capital paulista.

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram julgados e condenados em 2010. O caso teve ampla repercussão nacional e, mais de 18 anos depois do crime, voltou ao centro das atenções diante da análise do recurso pelo STJ.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating