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Liberação de agrotóxicos no Brasil bate recorde em 2025; conheça os riscos graves para a população

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Dados do Ministério da Agricultura mostram aumento histórico na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 05/01/2026, às 10h59



Em 2025, o Brasil alcançou um recorde histórico na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos, com 912 produtos registrados, um aumento de 37% em relação ao ano anterior, o que levanta preocupações sobre saúde pública e sustentabilidade agrícola.

Dentre os produtos aprovados, 162 são defensivos biológicos, representando um crescimento de mais de 50% em comparação a 2024, além de 25 novos produtos químicos inéditos no mercado, refletindo uma tendência de diversificação nas opções de defensivos.

Embora o número de aprovações seja elevado, o governo alerta que muitos produtos registrados não chegam ao mercado, com 58,6% dos agrotóxicos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos não sendo comercializados em 2024, o que indica desafios na implementação efetiva dessas liberações.

Resumo gerado por IA

O Brasil registrou em 2025 o maior número da história de liberações de agrotóxicos e defensivos biológicos, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados neste domingo (4).

Ao todo, 912 produtos receberam registro ao longo do ano, um crescimento superior a 37% em relação a 2024, quando haviam sido aprovados 663 itens — até então o recorde da série histórica.

O levantamento é realizado pelo ministério desde o ano 2000. Em 2023, o país havia registrado a primeira queda nas liberações após sete anos consecutivos de alta.

Avanço dos defensivos biológicos

Entre os registros aprovados em 2025, 162 são defensivos biológicos, número que representa um crescimento superior a 50% na comparação com 2024, quando foram liberados 106 produtos desse tipo.

Esses defensivos são classificados como de baixo risco e podem ser produzidos a partir de componentes como insetos, vírus, bactérias e hormônios.

Além disso, foram autorizados 25 novos produtos químicos, considerados inéditos no mercado.

Entre os registros aprovados em 2025, 162 são defensivos biológicos, número que representa um crescimento superior a 50% na comparação com 2024, quando foram liberados 106 produtos desse tipo.
Entre os registros aprovados em 2025, 162 são defensivos biológicos, número que representa um crescimento superior a 50% na comparação com 2024, quando foram liberados 106 produtos desse tipo.

Maioria é de produtos já prontos para o agricultor

Do total de registros concedidos em 2025, 589 produtos são destinados diretamente ao uso no campo, conhecidos como produtos formulados — aqueles já disponíveis para comercialização nas lojas agrícolas. Essa categoria inclui tanto os agrotóxicos químicos quanto os biológicos.

Outros 323 registros correspondem aos chamados produtos técnicos, de uso exclusivo da indústria. Eles funcionam como matérias-primas para a fabricação dos pesticidas, incluindo a chamada pré-mistura, utilizada para acelerar os processos industriais.

Apesar do volume elevado de aprovações, o próprio governo ressalta que nem todos os produtos registrados chegam efetivamente ao mercado.

Em 2024, por exemplo, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos registrados não foram comercializados.

Quem autoriza o uso de agrotóxicos no Brasil?

Para que um defensivo agrícola seja liberado no país, é obrigatória a aprovação conjunta de três órgãos federais, cada um responsável por uma etapa específica da análise:

- Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

O registro só é concedido quando há aval dos três.

Função de cada órgão na análise

Avalia a eficácia agronômica do produto, ou seja, se ele realmente combate a praga ou doença a que se propõe. A análise é feita com base em estudos apresentados pelas empresas interessadas.

Para aprovação, o defensivo deve comprovar eficácia mínima de 70%. O ministério também é responsável por formalizar e divulgar o registro.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Analisa os riscos à saúde humana, considerando efeitos imediatos e de longo prazo para quem aplica o produto, quem o manipula e para consumidores de alimentos com resíduos. A agência também define os limites máximos de resíduos permitidos nos alimentos.

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Investiga os impactos ambientais, avaliando o comportamento do produto no solo, na água e no ar, sua persistência no ambiente e possíveis danos à fauna.

O órgão classifica o defensivo conforme seu potencial de periculosidade ambiental, que vai de “altamente perigoso” a “pouco perigoso”.

Tipos de produtos que precisam de registro
- Produto técnico: matéria-prima usada na fabricação dos pesticidas
- Pré-mistura: utilizada para agilizar processos industriais
- Produto formulado: comprado pelo agricultor (agrotóxicos e biológicos)
- Produtos equivalentes: versões baseadas em princípios ativos já existentes no mercado

Prazo de análise

De acordo com a legislação, o tempo médio para análise de um produto novo é de 24 meses. Na prática, porém, o processo costuma ser mais longo devido ao volume de pedidos, especialmente de produtos equivalentes.

Já os defensivos biológicos têm tramitação mais rápida, com prazo médio de 12 meses, uma vez que apresentam menor risco e exigem menos etapas de avaliação.

O recorde de liberações reacende o debate sobre produção agrícola, sustentabilidade, saúde pública e fiscalização ambiental, temas que seguem no centro das discussões sobre o modelo de desenvolvimento do agronegócio brasileiro.


A presença de agrotóxicos nos alimentos, especialmente quando há uso inadequado ou resíduos acima dos limites permitidos, está associada a riscos graves para a saúde da população, segundo evidências científicas e avaliações de órgãos reguladores como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e entidades internacionais de saúde.

A presença de agrotóxicos nos alimentos, especialmente quando há uso inadequado ou resíduos acima dos limites permitidos, está associada a riscos graves para a saúde.
A presença de agrotóxicos nos alimentos, especialmente quando há uso inadequado ou resíduos acima dos limites permitidos, está associada a riscos graves para a saúde.

Abaixo, os principais riscos documentados:

- Aumento do risco de câncer
Exposição crônica a certos agrotóxicos está associada a cânceres como linfoma não-Hodgkin, leucemias e tumores hormonais.

- Distúrbios hormonais (desregulação endócrina)
Alguns pesticidas interferem no sistema endócrino, afetando hormônios ligados ao crescimento, metabolismo, fertilidade e desenvolvimento sexual.

- Problemas neurológicos e cognitivos
Relação com doenças neurodegenerativas (como Parkinson), déficit cognitivo, alterações de memória e dificuldades de aprendizado.

- Prejuízos ao desenvolvimento infantil
Exposição durante a gestação e a infância pode causar baixo peso ao nascer, atrasos no desenvolvimento neurológico e alterações comportamentais.

- Riscos à saúde reprodutiva
Associação com infertilidade, redução da qualidade do sêmen, abortos espontâneos e malformações congênitas.

- Intoxicações agudas
Podem provocar náuseas, vômitos, tonturas, dores de cabeça, convulsões e, em casos graves, insuficiência respiratória e morte.

- Doenças crônicas do fígado e dos rins
Certos agrotóxicos sobrecarregam órgãos responsáveis pela desintoxicação do corpo, levando a danos hepáticos e renais ao longo do tempo.

- Enfraquecimento do sistema imunológico
A exposição contínua pode reduzir a resposta imune, aumentando a suscetibilidade a infecções e doenças.

- Efeitos cumulativos e combinados
A ingestão frequente de pequenas quantidades de diferentes agrotóxicos pode gerar efeitos somados ou potencializados, ainda pouco compreendidos pela ciência.

- Maior impacto em populações vulneráveis
Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas são mais sensíveis aos efeitos tóxicos, mesmo em baixas concentrações.

Por que o risco preocupa especialistas?

Mesmo quando os resíduos individuais estão dentro dos limites legais, a exposição contínua, ao longo de anos, e a combinação de diferentes substâncias nos alimentos levantam alertas sobre impactos de longo prazo na saúde pública.

Classificação Indicativa: Livre

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