Polícia

Justiça torna réus 25 integrantes de facção e revela como funciona a pirâmide do crime no RN

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Ministério Público formaliza denúncia contra 25 integrantes de facção criminosa e uma advogada por crimes graves no Rio Grande do Norte  |   BNews RN - Divulgação Gerada por IA
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 08/05/2026, às 12h30



O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) formalizou uma acusação contra 25 integrantes e uma advogada envolvida com a cúpula do "Sindicato do Crime".

A Justiça recebeu a denúncia tornando todos réus por crimes que incluem organização criminosa armada, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio clandestino de armas.

A ação é fruto da Operação Treme Tudo, que em dezembro percorreu quatro estados para capturar as lideranças.

Estrutura do crime

A investigação revelou que a facção funciona como uma empresa, com níveis rígidos de comando:

  • A "final" e o conselho (CBF): o topo da pirâmide. Alligueiton Patrício de Araújo (Ponta/Adidas) é apontado como a liderança máxima do conselho estratégico.
  • Setor financeiro e logística: Edson Cardoso (Gato) geria o dinheiro, enquanto Eudes da Cruz (Brexa) cuidava das armas e finanças em Parnamirim. Lucas Pereira (LK) atuava como operador logístico direto do comando.
  • Líderes de células: nomes como Rodrigo Salviano (Mago Rodrigo) e Vitor Vinícius (Chumbada) comandavam territórios como Golandim e Guarita.
  • Setores técnicos: a facção tinha áreas de "transparência" e "cadastro geral", geridas por réus como Alienígena e KLG.

Papel da advogada

Um dos pontos centrais da denúncia é a estrutura Sintonia dos Gravatas. A advogada Sandra Cássia Moura Caetano é ré por atuar como "ponte" entre líderes presos e criminosos nas ruas.

Ela foi flagrada com os chamados "catataus", bilhetes usados para repassar ordens de execuções e ataques de dentro dos presídios.

Conexões nacionais e lavagem de dinheiro

O grupo não agia sozinho. A investigação confirmou alianças com o Comando Vermelho (AM), representado por Josue Moraes (Gatiado), que fornecia drogas para o RN. 

O grupo também mantinha parcerias com facções da Paraíba (Nova Okaida), Ceará (GDE) e Rio de Janeiro (TCP). Para lavar o dinheiro, utilizavam "laranjas", como Yanne Pinheiro, que cedia contas bancárias para a movimentação do tráfico.

Prisões e foragidos

A Justiça manteve a prisão preventiva de 15 réus para garantir a ordem pública. No entanto, o cerco continua para capturar três alvos que seguem foragidos:

  • Rodrigo Rodrigues Salviano (Mago Rodrigo)
  • Arthur Kelwen
  • Luciano Ferreira da Silva (Grisalho)

O MPRN agora pede o confisco de todos os bens, veículos e valores apreendidos para asfixiar financeiramente o bando.

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