Cidades
Pilotos e comissários de companhias aéreas brasileiras, incluindo Azul e Gol, anunciaram estado de greve, com uma assembleia marcada para decidir sobre a paralisação, o que pode afetar o transporte aéreo durante o movimentado período de Ano Novo.
A mobilização surge após a rejeição de uma proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, com 49,31% dos votos contra e 49,25% a favor, evidenciando a divisão interna da categoria e suas demandas por reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
O Tribunal Superior do Trabalho apresentou uma nova contraproposta que será analisada na assembleia, mas caso a greve seja aprovada, haverá um prazo legal de 72 horas antes do início da paralisação, enquanto os aeronautas continuam trabalhando normalmente.
O transporte aéreo brasileiro pode enfrentar instabilidade justamente no período mais movimentado do ano. Pilotos e comissários anunciaram estado de greve e marcaram para a próxima segunda-feira (29) uma assembleia que decidirá se a categoria entrará ou não em paralisação, às vésperas do Ano Novo.
A mobilização foi confirmada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e ocorre após o impasse nas negociações salariais com parte das companhias aéreas.
Assembleia ocorre em São Paulo e envolve Azul e Gol
A assembleia geral extraordinária está marcada para as 9h30, na sede do sindicato, em São Paulo. A decisão envolve especificamente tripulantes das companhias Azul e Gol.
No caso da Latam, não há risco de paralisação. Pilotos e comissários da empresa aprovaram, em votação realizada nos dias 11 e 12 de dezembro, o acordo coletivo apresentado pela companhia.
Proposta patronal foi rejeitada por margem mínima
O estado de greve foi formalizado após a categoria rejeitar a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O resultado da votação foi apertado:
- 49,31% votaram contra a proposta
- 49,25% foram favoráveis
- 1,44% se abstiveram
O placar evidenciou a divisão interna da categoria e reforçou o clima de tensão às vésperas da assembleia decisiva.
O que os aeronautas reivindicam
Entre as principais demandas de pilotos e comissários de Azul e Gol estão reajustes salariais e melhorias nas condições de trabalho. As reivindicações incluem:
- Recomposição salarial pelo INPC + 3%
- Reajuste do vale-alimentação pelo INPC + R$ 105
- Implantação de previdência privada
- Aumento das diárias internacionais
(US$ 4 para América do Sul, EUA e América Central)
- Pagamento em dobro da hora noturna
A categoria também aponta o combate à fadiga como pauta prioritária, relacionando o tema à saúde dos tripulantes e à segurança operacional dos voos.
Nova proposta do TST será analisada
Diante do impasse, o Tribunal Superior do Trabalho apresentou uma nova contraproposta, que será analisada na assembleia de segunda-feira. O texto prevê:
- Reajuste salarial pelo INPC + 0,5%
- Aumento de 8% no vale-alimentação
O SNA informou que a decisão final ficará a cargo da categoria.
Greve não seria imediata, mas risco existe
Caso a greve seja aprovada, a paralisação não começará imediatamente. O sindicato lembra que existe um prazo legal de 72 horas antes do início do movimento.
Até lá, pilotos e comissários seguem trabalhando normalmente.
Impacto pode atingir viagens de Ano Novo
O impasse acontece justamente no período de maior demanda do transporte aéreo, durante as festas de fim de ano, e pode impactar a programação de voos no Réveillon.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Aeronautas afirmou reconhecer os transtornos que uma greve pode causar aos passageiros, mas ressaltou que a mobilização é considerada o último recurso diante da falta de consenso.
Segundo a entidade, a valorização dos aeronautas é fundamental para manter os padrões de segurança e qualidade da aviação civil brasileira.
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