Cidades

Greve de funcionários da Petrobras no RN; Saiba o impacto da paralisação nas atividades da estatal

Elí Bernardo
Trabalhadores da Petrobras realizam paralisação em Natal e em todo o país, buscando melhorias nas condições de trabalho e salários  |   BNews RN - Divulgação Elí Bernardo
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 15/12/2025, às 13h40



Trabalhadores da Petrobras iniciaram uma greve nacional em protesto contra a proposta de acordo coletivo da estatal, com manifestações em várias localidades, incluindo Natal, onde 90% dos funcionários aderiram à paralisação.

A greve foi motivada pela rejeição da contraproposta da Petrobras, considerada insuficiente pelos sindicatos, que reivindicam soluções para os Planos de Equacionamento de Déficit da Petros, melhorias no plano de cargos e salários, e a manutenção da Petrobras como empresa pública.

Os petroleiros planejam realizar mais atos durante a semana para pressionar a empresa e o governo a atender suas demandas, destacando que, embora o impacto no Rio Grande do Norte seja limitado, as consequências são significativas nas regiões sul e sudeste do Brasil.

Resumo gerado por IA

Os trabalhadores da Petrobras iniciaram, nesta segunda-feira (15), uma greve nacional da categoria. Em protesto, em frente a sede da estatal em Natal, no bairro Cidade da Esperança, os petroleiros realizaram uma manifestação durante a manhã desta segunda.

O coordenador do Sindicato dos petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN) falou com a reportagem do Bnews Natal sobre a paralisação e os impactos no Rio Grande do Norte. 

As atividades que serão impactadas são as de produção de petróleo em terra e no mar, e também refino porque já tem mais seis refinarias paradas no Brasil todo. No RN não tem impacto porque as atividades da Petrobras aqui não tem quase nada, é muito pouco, então aqui não vai ter impacto, mas vai ter muito impacto lá no sul e no sudeste, principalmente no sudeste”, explicou Coordenador.

A decisão foi tomada na quarta-feira (10), após semanas de assembleias por todo o país. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeitou a contraproposta apresentada pela estatal para o cordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Sindicatos afiliados consideraram a última oferta da Petrobras como "insuficiente" por não avançar em pontos cruciais das reivindicações da categoria. 

“Aderiram a greve 90% dos funcionários aqui do Rio Grandr do Norte. Durante a semana faremos outros atos semelhantes aos de hoje aqui em Natal”, disse Marcos. 


Principais reivindicações

A paralisação tem como objetivo pressionar a Petrobras e o governo a atenderem a três eixos principais nas negociações:

A principal demanda é a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, o fundo de pensão da estatal. O tema se arrasta há quase três anos e impacta diretamente a renda de aposentados e pensionistas, segundo o Sindipetro-RN.


Plano de cargos e salários: Melhor remuneração e plano de carreira, com aumentos garantidos e sem cortes por ajuste fiscal.

"Pauta pelo Brasil soberano": Defende que a Petrobras se mantenha como empresa pública, adotando um modelo de negócios focado no fortalecimento da estatal e na soberania nacional.

A FUP destacou que, além dos PEDs, a empresa não ofereceu soluções consistentes para outras pendências acumuladas ao longo das negociações.

Classificação Indicativa: Livre

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