Cidades

Funcionários protestam por salários atrasados e relatam caos na limpeza do hospital do Estado em Natal

SINDISAÚDE-RN
Diretor do SindSáude denuncia que Justiz não paga salários e férias, causando dificuldades financeiras aos funcionários  |   BNews RN - Divulgação SINDISAÚDE-RN

Publicado em 02/03/2026, às 14h04   Malu Machado



Trabalhadores terceirizados da empresa Justiz protestaram em frente ao Hospital Giselda Trigueiro, exigindo o pagamento de salários atrasados há dois meses, o que tem gerado sérias dificuldades financeiras para os funcionários.

Os trabalhadores alegam que a empresa também deve sete meses de vale-alimentação e não está cumprindo com as férias, resultando em situações críticas como falta de pagamento de aluguéis e pensões alimentícias.

O diretor do SindSáude, Paulo Martins, destacou que a empresa recebe os recursos do Estado, mas não realiza os pagamentos devidos, e a situação se agrava com 45 dias de greve, afetando a limpeza e a operação do hospital.

Resumo gerado por IA

Os trabalhadores terceirizados da empresa Justiz realizaram um protesto nesta segunda-feira (02), em frente ao Hospital Giselda Trigueiro cobrando o pagamento de salários atrasados há dois meses.

Segundo eles, os contratos de algumas unidades de saúde do Estado estão com um
problema grave e desde Janeiro não recebem os salários.

Em entrevistado ao portal Bnews Natal, o diretor do SindSáude, Paulo Martins, a empresa Justiz também está devendo sete meses de vale-alimentação. 

"Não tem justificativa, porque cada vez que eles recebem os recursos do Estado do Rio Grande do Norte, eles recebem o dinheiro completo de pagar todas as transações. Só que a empresa paga o salário, muitas vezes, mas não paga o valor de alimentação", disse Paulo.

Além do salário, as férias dos trabalhadores não estão sendo cumpridas.

"Isso é grave. Gente passando fome, gente que está com pedido de pagamento de pensão alimentícia em atraso por causa da Justiz. Pessoas já foram expulsas dos aluguéis, que não tem como pagar os aluguéis. Então o pessoal está passando necessidade e não é justo de que a empresa não pague com a justificativa de que o Estado é que está devendo a essas empresas". 

"Por que eles não colocam o Estado na Justiça?" Questiona o diretor do Sindisaúde.

"A gente faz um apelo aqui, na à luta desses trabalhadores e enquanto isso, fica uma sujeira dentro do hospital contaminando tudo, certo? O pessoal deixa de fazer limpeza em centro cirúrgico, em UTI, nas enfermarias, em todo canto, porque estão trabalhando no limite. 30% do pessoal trabalhando e fica o restante fazendo greve. São 45 dias de greve já e até agora não tem resultado", afirmou Paulo.

Classificação Indicativa: Livre

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