Cidades
O Ministério da Saúde enfrenta atrasos na entrega de insulina ao SUS, com mais de 1,57 milhão de doses pendentes, representando cerca de 20% do total contratado de 8 milhões de doses por R$ 142,1 milhões em 2025.
A farmacêutica Biomm, responsável pela produção em parceria com o laboratório indiano Wockhardt, atribui o atraso a conflitos no Golfo e restrições internacionais que impactaram a cadeia de fornecimento, restando apenas 3% do volume a ser entregue.
Apesar dos atrasos, o Ministério nega desabastecimento e afirma que a distribuição de insulina continua regular, implementando contratos emergenciais e acordos internacionais para garantir o fornecimento ao sistema público de saúde.
Registros públicos apontam atraso na entrega de insulina ao Sistema Único de Saúde (SUS) em um dos principais contratos do Ministério da Saúde. Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles, mais de 1,57 milhão de doses ainda não foram entregues, o equivalente a cerca de 20% do total contratado.
O acordo foi firmado em 2025 entre o Ministério da Saúde e a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O contrato prevê o fornecimento de pouco mais de 8 milhões de doses de insulina ao SUS, com valor total de R$ 142,1 milhões.
A produção é realizada pela farmacêutica Biomm em parceria com o laboratório indiano Wockhardt, dentro de uma Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP). O modelo busca ampliar a produção nacional de medicamentos considerados estratégicos para o sistema público de saúde.
Diante do atraso, o Ministério da Saúde notificou a Biomm para apresentar esclarecimentos sobre a pendência na entrega das doses.
A farmacêutica informou que o problema ocorreu em razão de conflitos na região do Golfo e de restrições internacionais que afetaram a cadeia global de fornecimento. Segundo a empresa, restam apenas 3% do volume contratado para ser entregue.
O Ministério da Saúde afirmou que não há desabastecimento de insulina no SUS e declarou que mantém distribuição regular aos estados.
A pasta também informou que adotou medidas para evitar crise no abastecimento, incluindo contratos emergenciais e acordos internacionais. O caso ocorre em meio a dificuldades no fornecimento de insulina ao sistema público, o que levou o governo a firmar contratos emergenciais com fornecedores chineses.
Segundo o ministério, a parceria entre Funed, Biomm e Wockhardt marcou a retomada da produção nacional de insulina após mais de 20 anos.
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