Cidades

Família é internada em Natal após comer peixe comprado na Feira do Alecrim; veja estado de saúde das vítimas

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Cinco membros de uma família foram hospitalizados após consumirem peixe comprado na Feira do Alecrim, levantando preocupações sobre segurança alimentar  |   BNews RN - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 28/04/2026, às 07h16   Malu Machado



Cinco membros de uma mesma família foram hospitalizados após consumirem peixe comprado na Feira do Alecrim, em Natal. O caso, ocorrido no último dia 26, gerou um alerta imediato sobre a comercialização de pescados na capital.

A denúncia foi oficializada por Mário Saraiva, familiar das vítimas. Segundo ele, a mãe, duas irmãs, uma sobrinha e seu filho passaram mal logo após a refeição. O quadro clínico evoluiu rapidamente, exigindo internação para todos os afetados. 

Até o momento, o estado de saúde das vítimas é:

  • Duas pessoas receberam alta;
  • Duas pessoas seguem internadas em observação;
  • Uma pessoa permanece em estado grave na UTI.

Suspeita de Ciguatera

A principal hipótese levantada pela é a de Ciguatera, uma intoxicação causada por toxinas produzidas por microalgas que se acumulam em peixes que vivem em recifes de corais. Os sintomas comuns incluem náuseas, dores abdominais e formigamento.

Este não é um caso isolado em Natal. Recentemente, outros episódios de intoxicação por pescados foram confirmados na cidade, o que acende um sinal vermelho para os órgãos de vigilância sanitária. 

Leia também: 

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A família agora cobra uma investigação rigorosa e um posicionamento da Secretaria de Saúde para orientar a população sobre os riscos de compra e consumo. 

Veja relato de familiar:

Como se prevenir

A ciguatera é uma intoxicação causada pelo consumo de peixes que se alimentam de algas produtoras de toxinas em recifes de corais. Como a toxina é termoestável, ela não é eliminada pelo cozimento, fritura ou congelamento.

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:

  • Atenção às espécies: evite o consumo excessivo de grandes peixes predadores de recife (como Barracuda, Meros, e alguns tipos de Caranhas e Garoupas), que acumulam mais toxinas.
  • Procedência garantida: adquira pescados apenas em locais que sigam normas rigorosas de vigilância sanitária e que possam garantir a origem do produto.
  • Evite vísceras: a concentração da toxina costuma ser muito maior no fígado, ovas, cabeça e intestinos do peixe.
  • Sintomas iniciais: caso sinta dormência na boca, náuseas ou fraqueza muscular após comer peixe, procure atendimento médico imediatamente e, se possível, guarde uma amostra do alimento para análise.

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