Cidades
Publicado em 29/01/2026, às 07h27 Malu Machado
Funcionários terceirizados do Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, entraram em greve por tempo indeterminado devido a atrasos nos salários e benefícios, impactando a operação da unidade de saúde vinculada ao Governo do Estado.
Os trabalhadores denunciam que os atrasos incluem salários de dezembro e o décimo terceiro, além de irregularidades na gestão do contrato, como falta de pagamento de férias e pendências no FGTS, refletindo uma crise financeira prolongada.
A empresa JMT Service atribui os atrasos à falta de repasses do governo, enquanto a gestão estadual afirma que os pagamentos estão em dia, levantando questões sobre a eficácia da terceirização na saúde pública do Rio Grande do Norte.
Os funcionários terceirizados que atuam no Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, decidiram entrar novamente em greve por tempo indeterminado.
A nova paralisação, iniciada nesta semana, é motivada por novos atrasos no pagamento de salários e benefícios por parte da empresa JMT Service, responsável pela prestação de serviços essenciais à unidade de saúde vinculada ao Governo do Estado.
De acordo com o relato dos próprios trabalhadores, a situação financeira do grupo é crítica. Estão em atraso o salário referente ao mês de dezembro e benefícios fundamentais.
O descaso atinge de forma ainda mais severa as merendeiras da unidade, que denunciam o não pagamento do décimo terceiro salário, agravando a insatisfação da categoria em pleno início de ano.
Em nota pública, os funcionários ressaltam que o problema não é pontual, mas sim uma prática que se repete constantemente há anos. O último pagamento recebido pela categoria ocorreu apenas em dezembro, mas era referente ao trabalho realizado ainda em novembro.
Além disso, os trabalhadores expõem irregularidades graves na gestão do contrato, como atrasos recorrentes em vales, férias inexistentes e pendências no recolhimento do FGTS.
Em nota divulgada pelos funcionários, eles lembram que são os principais responsáveis por manter o hospital como uma referência regional em limpeza, organização e cuidado, garantindo um ambiente digno para pacientes, acompanhantes e para os próprios profissionais de saúde da linha de frente.
Não pedimos favores, exigimos respeito e o cumprimento dos direitos trabalhistas. Trabalho sem salário não é parceria. É exploração”, diz o texto.
A categoria destaca que a greve é o resultado final de um longo processo de esgotamento. Segundo os grevistas, houve diversas tentativas de diálogo, mas as respostas foram apenas promessas não cumpridas e justificativas burocráticas para os atrasos.
Agora, eles pedem a compreensão e o apoio da direção da unidade hospitalar e da população do Alto Oeste, ressaltando que é impossível manter a dedicação ao serviço sem o mínimo para o sustento próprio.
O cenário de crise não é exclusivo do Alto Oeste. Na tarde desta quarta-feira (28), trabalhadores do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, também realizaram manifestações devido aos mesmos problemas com a JMT.
Com o apoio do Sindsaúde/RN, os funcionários denunciaram meses de atrasos em salários, férias e no décimo terceiro.
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O impasse entre a empresa e o Governo do Estado gerou um efeito colateral grave: a suspensão da distribuição de refeições dentro da unidade. Equipes inteiras foram obrigadas a cumprir plantões sem alimentação adequada, agravando as condições de trabalho e gerando insegurança para os usuários do serviço público na Grande Natal.
A JMT Service alega que os atrasos são decorrentes da falta de repasses por parte do Governo do Estado. Por outro lado, a gestão estadual afirma que os pagamentos à empresa estão sendo realizados rigorosamente dentro do prazo legal previsto em contrato.
A paralisação volta a colocar em debate a gestão da saúde pública no Rio Grande do Norte e o modelo de terceirização adotado, que frequentemente resulta em interrupções de serviços básicos nos hospitais regionais devido a problemas contratuais entre o Estado e as empresas prestadoras.
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