Cidades
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte denunciou a precariedade da alimentação e a falta de insumos e medicamentos no Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, o que compromete as condições de trabalho e o atendimento aos pacientes.
Relatos indicam que a alimentação tem sido insuficiente, com porções reduzidas e falta de medicamentos essenciais, levando pacientes a comprarem seus próprios remédios, o que agrava a situação de saúde pública na região.
O Sindsaúde/RN solicitou esclarecimentos à direção do hospital, que respondeu exigindo formalização dos questionamentos, enquanto o sindicato critica a burocracia que impede a transparência e aguarda ações imediatas para resolver os problemas relatados.
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) recebeu denúncias de servidoras e servidores do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, localizado em Currais Novos, relacionadas à precariedade da alimentação oferecida aos trabalhadores, à falta de insumos básicos e ao desabastecimento de medicamentos na unidade.
De acordo com os relatos encaminhados ao sindicato, a situação tem se agravado nas últimas semanas, afetando diretamente as condições de trabalho e o atendimento aos pacientes. Entre os registros apresentados, consta um comunicado interno do setor de Nutrição, datado de 20 de janeiro de 2026, informando que não houve oferta de almoço para os funcionários naquele dia.
No documento, a justificativa apresentada foi o “sumiço inexplicável de mais de 80% da proteína” destinada ao preparo das refeições, o que impossibilitou a distribuição da alimentação aos servidores da unidade hospitalar.
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Alimentação reduzida e medicamentos em falta
Além da suspensão pontual das refeições, servidoras relataram que, de forma recorrente, a alimentação disponibilizada tem sido insuficiente, com porções reduzidas de arroz, feijão e proteína. Segundo os relatos, a proteína frequentemente é preparada em pequenas iscas misturadas a verduras, como estratégia para render a quantidade disponível.
As denúncias também apontam para a falta frequente de medicamentos, especialmente os de uso oral, como anti-hipertensivos e medicamentos indicados para pacientes diabéticos. Em alguns casos, a ausência desses itens tem levado pacientes a arcarem com a compra dos próprios remédios.
Entre os medicamentos citados como ausentes ou em falta recente estão Luftal, hidroclorotiazida, omeprazol (via oral), Clexane, utilizado como anticoagulante, e dexametasona injetável. Há ainda registros anteriores de desabastecimento de furosemida e de omeprazol na forma injetável.
A equipe de jornalismo do Sindsaúde/RN informou que procurou oficialmente a direção do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho para esclarecimentos. Em resposta, a direção orientou que os questionamentos fossem formalizados por meio de ofício, direcionado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ou à própria unidade hospitalar.
O sindicato criticou a postura adotada pela administração do hospital, afirmando que, diante de denúncias consideradas graves, envolvendo alimentação, insumos e medicamentos, a exigência de trâmites burocráticos dificulta a transparência e o acesso rápido a informações de interesse público.
O Sindsaúde/RN informou que segue aguardando posicionamento dos órgãos competentes e cobra providências imediatas para a solução dos problemas relatados. A entidade reforça que considera inadmissível o desaparecimento de alimentos e materiais em uma unidade pública de saúde sem a devida apuração e responsabilização.
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