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Falta de itens básicos: MPRN exige que Prefeitura de Natal normalize estoque de medicamentos

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Ministério Público do RN exige medidas imediatas para suprir a falta de medicamentos básicos na rede municipal de saúde  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/MPRN

Publicado em 16/03/2026, às 11h11   Malu Machado



O Ministério Público do Rio Grande do Norte alertou sobre a grave falta de medicamentos e insumos na rede municipal de saúde de Natal, com apenas 53% do estoque necessário, impactando diretamente a qualidade do atendimento à população.

A situação é crítica para medicamentos injetáveis, que estão em apenas 25% do estoque ideal, evidenciando problemas de gestão que afetam o tratamento de doenças crônicas e aumentam a demanda por internações hospitalares.

O MP exigiu que a Prefeitura finalize com urgência processos de compra de insulinas e remédios injetáveis, estabelecendo um prazo de 15 dias para que sejam informadas as medidas adotadas para resolver a situação.

Resumo gerado por IA

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu uma recomendação urgente às secretarias de Saúde e de Administração de Natal devido à falta de medicamentos básicos e insumos na rede municipal. Uma vistoria recente revelou que a cidade conta com apenas 53% do estoque necessário, uma queda considerável em relação aos 68% registrados em setembro do ano passado.

A situação é ainda mais crítica no caso dos medicamentos injetáveis, que atingiram apenas 25% do estoque ideal. As Promotorias de Justiça identificaram a falta de insulinas, remédios controlados (psicotrópicos) e materiais médico-hospitalares básicos. 

O que o MP exige

O documento pede pressa na finalização de dois processos de compra: uma aquisição de emergência e uma licitação regular. O objetivo é garantir o abastecimento imediato de insulinas de ação prolongada e remédios injetáveis. A Prefeitura tem um prazo de 15 dias para informar quais medidas foram tomadas.

A medida é resultado de três procedimentos administrativos conduzidos pelas 48ª e 62ª Promotorias de Justiça de Natal, especializadas na área da saúde:

  • O primeiro procedimento acompanha o cumprimento de uma sentença judicial referente ao abastecimento regular de insumos.
  • O segundo procedimento monitora um Termo de Acordo (TAC) firmado com o órgão de saúde municipal para a distribuição de insulinas especiais.
  • Por fim, o terceiro acompanha o fornecimento de psicotrópicos na rede de saúde para o período de 2024 a 2026. 

Histórico de falhas

Segundo as promotoras responsáveis, os problemas no abastecimento em Natal se repetem desde 2010. 

Elas reforçam que a falta de remédios não é apenas um problema de compra, mas de má gestão, o que prejudica diretamente a qualidade de vida da população, agrava doenças crônicas e lota os hospitais com internações que poderiam ser evitadas.

a Assistência Farmacêutica não se resume à mera aquisição e distribuição de medicamentos, mas constitui um ciclo de gestão complexo que envolve as etapas de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação, sendo a eficiência de cada uma dessas etapas crucial para garantir a disponibilidade contínua dos tratamentos”. 

A recomendação é baseada no monitoramento de acordos judiciais e termos de conduta (TACs) que a prefeitura já deveria estar cumprindo para garantir a distribuição regular desses itens.

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