Cidades
As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos caíram 60,8% entre janeiro e maio de 2026, resultando em uma perda de US$ 38,2 milhões em comparação ao ano anterior.
Em maio, a queda foi ainda mais drástica, com uma redução de 87,2% nas vendas, refletindo os efeitos persistentes de tarifas comerciais que impactaram a economia local.
Para mitigar os danos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN está implementando medidas de incentivo e buscando diversificar os mercados internacionais para os produtos do estado.
As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos tiveram queda de 60,8% entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo representa US$ 38,2 milhões a menos em vendas ao mercado norte-americano.
Segundo dados da plataforma Comex Stat, o estado exportou US$ 24,7 milhões para os Estados Unidos nos cinco primeiros meses do ano. O valor corresponde a 5,1% de tudo o que foi exportado pelo RN no período.
Apenas em maio, a queda foi ainda mais acentuada. As vendas potiguares para o mercado norte-americano recuaram 87,2%, com redução de US$ 26,1 milhões em relação ao mesmo mês de 2025.
A retração ocorre cerca de dez meses após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora a tarifa inicial de 50% tenha sido revogada e substituída por uma taxa global de 10%, setores produtivos avaliam que os efeitos da crise comercial ainda atingem a economia do Rio Grande do Norte.
Entre os segmentos mais afetados está o de pescados, que registrou queda de 63,5% nas exportações para os Estados Unidos nos cinco primeiros meses de 2026. O setor de açúcares e melaços também teve retração, com redução de 45% no mesmo período.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN, o estado busca ampliar mercados internacionais e adota medidas de incentivo para tentar reduzir os impactos sobre os exportadores.
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