Cidades

“Empresa ordenou abandono”: Sesap se pronuncia sobre interrupção no socorro do SAMU

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Sesap esclarece que acionou o Judiciário para garantir o funcionamento do 192 após empresa ignorar decisão anterior e suspender o serviço  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 15/04/2026, às 10h41   Malu Machado



A paralisação do SAMU no Rio Grande do Norte, ordenada por uma empresa terceirizada, ocorreu em desrespeito a uma decisão judicial que exigia a continuidade do atendimento, resultando em um colapso temporário do serviço e gerando preocupações sobre a saúde pública na região.

A crise se intensificou após a morte de um motociclista que aguardou mais de duas horas por socorro, evidenciando falhas no sistema e a falta de recursos nas unidades de saúde, enquanto o novo processo de licitação enfrenta atrasos devido a contestações judiciais.

Com uma nova liminar obtida pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, o SAMU deve operar normalmente pelos próximos 90 dias, enquanto o governo busca garantir a estabilidade do serviço e finaliza os trâmites para a nova gestão do suporte técnico.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) se pronunciou sobre a paralisação do SAMU RN.

Segundo a pasta, a empresa terceirizada responsável pelo serviço ordenou que os trabalhadores abandonassem as atividades à meia-noite desta quarta-feira (15), ignorando uma decisão judicial de 2025 que obrigava a manutenção do atendimento até o fim da nova licitação.

O serviço, que ficou horas fora do ar, só foi plenamente restabelecido às 9h30, após uma nova negociação e o reforço do Judiciário. A Sesap informou que já havia acionado a Justiça na tarde de ontem (14) ao perceber o risco de interrupção, obtendo uma nova liminar que determina que a empresa mantenha os serviços por mais 90 dias ou até que o novo contrato seja assinado.

O entrave na licitação

A crise no SAMU ocorre em meio a uma transição contratual conturbada. De acordo com a Sesap, o novo processo de contratação ainda não foi concluído devido a uma série de recursos e contestações judiciais apresentados pelas próprias empresas que participam da disputa licitatória.

A paralisação desta madrugada agravou um cenário que já era de revolta, vindo poucos dias após a morte do motociclista José Richardson, em Natal, que esperou mais de duas horas por socorro médico em um episódio que expôs o colapso do sistema e a falta de macas nas unidades de saúde.

Punição e continuidade

Com a nova decisão judicial favorável ao Estado, o SAMU deve operar integralmente nos próximos meses. 

O Governo reforça que o abandono do serviço essencial é uma violação grave e que busca garantir a estabilidade do número 192 enquanto finaliza os trâmites burocráticos para a nova gestão do suporte técnico e de rádio.

Leia nota da Sesap na íntegra:

"GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA
NOTA
A gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Rio Grande do Norte (SAMU RN) esclarece que a empresa que detém o contrato de prestação de serviço terceirizado ordenou que os trabalhadores abandonassem as atividades esta madrugada de quarta-feira (15) mesmo com uma decisão judicial, emitida em 2025, que determina a prestação do serviço até que o processo de licitação do novo contrato seja finalizado. O atendimento do SAMU RN foi retomado plenamente às 9h30 desta quarta-feira, após decisão judicial e negociação conduzida junto à empresa. 
A secretaria já vinha buscando diálogo com a empresa ao longo desta semana e também acionou novamente o Judiciário ontem (14) à tarde requisitando uma nova liminar reforçando a necessidade de cumprimento da decisão anterior. O pedido do Governo foi acatado novamente, sendo determinado judicialmente que a empresa mantenha integralmente a prestação dos serviços pelos próximos 90 dias ou até que a licitação se encerre com a assinatura de um novo contrato. A Sesap pontua ainda que o processo de contratação não foi finalizado por uma série de recursos e contestações apresentados pelas empresas envolvidas na licitação."

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